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Saúde Masculina

Urologista defende planejamento e informação para garantir autonomia masculina no envelhecimento

Especialista destaca que o cuidado com a próstata deve ir além de exames, envolvendo escuta e planejamento para evitar limitações futuras.

Por Redação Diário Local

O cuidado com a saúde masculina deve envolver informação, escuta e planejamento para assegurar um envelhecimento com autonomia e qualidade de vida. O urologista Rodrigo Loureiro defende que a atenção à saúde do homem precisa ir além da realização de exames clínicos, focando também na prevenção de limitações funcionais ao longo dos anos.

O especialista observa que grande parte dos pacientes atendidos possui mais de 50 anos e convive com sintomas urinários que afetam a rotina, como o jato urinário enfraquecido, a urgência para urinar e a necessidade de acordar várias vezes durante a noite. Esses sintomas podem estar relacionados ao aumento da próstata, mas também podem sofrer influência de hábitos de vida, sono, alimentação e outras doenças crônicas.

Segundo o médico, o medo de enfrentar temas como incontinência urinária, sexualidade ou procedimentos cirúrgicos costuma ser um obstáculo que adia o diagnóstico. Por isso, a avaliação precisa ser individualizada para entender o impacto real desses sintomas na qualidade de vida do paciente.

O que diferencia a hiperplasia do câncer de próstata?

Um dos pontos de esclarecimento essenciais na prática urológica é a distinção entre a hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata. Embora ambas as condições exijam acompanhamento médico constante, o aumento benigno da próstata não significa a presença de um tumor.

A hiperplasia refere-se ao aumento da glândula, o que pode causar obstrução urinária. Quando essa obstrução ocorre, a bexiga — que funciona como um músculo — pode sofrer consequências diretas, perdendo eficiência devido ao esforço contínuo para expelir a urina sob pressão. O cuidado deve ser iniciado antes que essas limitações de fluxo se tornem avançadas.

Como funciona o tratamento tecnológico?

Para casos específicos de hiperplasia prostática benigna, existe a técnica de enucleação endoscópica da próstata com laser de Holmium, conhecida como HoLEP. O procedimento permite a remoção do tecido que causa a obstrução por meio da uretra, sem a necessidade de incisões externas.

A indicação dessa tecnologia depende de uma avaliação detalhada que considera o tamanho da próstata, os sintomas apresentados, o funcionamento da bexiga e as condições clínicas do paciente. O uso de ferramentas tecnológicas deve estar sempre subordinado a uma decisão médica bem fundamentada.

Para o profissional, o foco no futuro deve ser o planejamento. Preservar a independência e o bem-estar aos 80 anos depende de decisões de saúde tomadas muito antes do surgimento de limitações físicas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.