Ministério da Saúde inicia projeto-piloto com semaglutida para tratar obesidade no SUS
Iniciativa será desenvolvida no Grupo Hospitalar Conceição em Porto Alegre e avaliará efetividade do medicamento em modelo multidisciplinar.
Por Diário Local
O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (26/6) um projeto-piloto para avaliar o uso da semaglutida no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde. A iniciativa será desenvolvida no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS), e integrará uma estratégia para produzir evidências sobre a efetividade do medicamento em um modelo de cuidado multidisciplinar.
A proposta visa gerar informações que orientem futuras políticas públicas voltadas ao tratamento dessa doença crônica. Os participantes receberão acompanhamento por equipes multiprofissionais, reunindo diferentes estratégias para o cuidado da obesidade. Além da semaglutida, o tratamento incluirá assistência com alimentação, atividade física e demais aspectos relacionados à condição.
Modelo multidisciplinar no SUS
O projeto foi estruturado para avaliar como essa abordagem funciona na prática dentro do SUS, reunindo dados sobre os resultados clínicos e a implementação da estratégia. Os dados produzidos poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre o tratamento da obesidade e subsidiar futuras discussões sobre políticas públicas relacionadas ao tema.
Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que a iniciativa forneça informações capazes de apoiar o planejamento de futuras ações voltadas ao enfrentamento da obesidade no sistema público de saúde.
Brasil na vanguarda, diz ministro
No lançamento da iniciativa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o ministério pretende fortalecer a produção de evidências para qualificar o cuidado oferecido aos pacientes. "O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura", declarou o ministro em nota oficial.
Padilha também apontou possibilidades futuras para a semaglutida além da obesidade e diabetes. "Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres", completou.
