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Saúde

Técnica de skincare 'skin flooding' pode causar acne e irritação, alerta especialista

Especialista explica que aplicar excesso de produtos sobre a pele úmida pode obstruir poros e piorar a oleosidade.

Por Redação Diário Local

A técnica de cuidados com a pele chamada 'skin flooding' tornou-se uma das tendências de beleza mais buscadas no TikTok, mas especialistas alertam para os riscos de uma aplicação inadequada. O método consiste em aplicar diversas camadas de produtos hidratantes sobre a pele ainda úmida para buscar mais luminosidade e viço, mas o excesso pode causar danos se não houver orientação profissional.

A dermatologista Letycia Lopes, especialista em dermatologia estética e medicina regenerativa da Clínica Veona, explica que a prática possui fundamentos ligados à hidratação, mas seu sucesso depende da necessidade real de cada indivíduo. Segundo a médica, aplicar ativos sobre a pele levemente úmida pode, de fato, favorecer a retenção de água e auxiliar na recuperação da barreira cutânea.

O principal problema apontado pela especialista é a transformação da técnica em uma receita universal. Para a dermatologista, nem toda pele precisa de múltiplas camadas de produtos para manter a saúde, e a busca por resultados rápidos através de tendências digitais pode ser contraproducente.

Quais os riscos do excesso de camadas?

O erro mais frequente no uso do 'skin flooding' é a crença de que quanto mais produtos forem utilizados, melhor será o resultado final. No entanto, o excesso de camadas pode acabar prejudicando o tecido cutâneo em vez de beneficiá-lo.

Pessoas com peles oleosas ou com tendência à acne podem enfrentar efeitos adversos severos. A médica ressalta que a sobreposição excessiva de produtos pode favorecer a obstrução dos poros, aumentar a oleosidade natural e provocar irritações cutâneas.

Além do desconforto, o uso desregulado pode desencadear crises de acne. Letycia Lopes reforça que o cronograma de cuidados (skincare) deve ser construído com base em necessidades individuais, e não no que está viralizando nas redes sociais.

O impacto das redes sociais na saúde da pele

A preocupação médica recai sobre protocolos que ganham popularidade rápida e são reproduzidos sem critério. O 'skin flooding' é citado como um exemplo de movimento em que usuários adotam rotinas extensas sem considerar fatores cruciais para a dermatologia.

Variáveis como a idade, o tipo de pele, o nível de sensibilidade e condições dermatológicas pré-existentes precisam ser avaliadas antes da adoção de qualquer método. Embora as redes sociais possam estimular o autocuidado, a tendência de seguir informações incompletas ou sem fundamento clínico oferece riscos à saúde.

A dermatologista conclui que o equilíbrio é fundamental para evitar danos à barreira cutânea. Para evitar problemas, o ideal é que qualquer nova rotina de cuidados seja validada por um especialista. Procure avaliação médica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.