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Saúde

Técnicas de respiração e controle de estímulo podem intensificar o orgasmo

Uso de respiração e controle de estímulo, como o edging, podem ajudar a manter a sensação de prazer por mais tempo.

Por Redação Diário Local

Práticas como o controle de estímulo e o uso da respiração consciente podem ajudar a prolongar as sensações de bem-estar e tornar o clímax mais intenso. Segundo especialistas, essas técnicas permitem que o cérebro processe o prazer de forma mais profunda e evita que a experiência se torne meramente mecânica.

Uma das abordagens mencionadas é o edging, técnica que consiste em interromper a estimulação pouco antes de atingir o ápice e retomá-la logo em seguida. O objetivo é aumentar a expectativa sensorial antes da liberação final.

A eficácia do método ocorre porque a dopamina cresce à medida que o corpo se aproxima do orgasmo. Ao reduzir temporariamente o estímulo, os circuitos de recompensa do cérebro permanecem ativos por mais tempo, o que pode resultar em uma descarga mais intensa quando o clímax finalmente acontece.

Como o cérebro processa o prazer?

A neurocientista Nicole Vignola afirma que o cérebro continua processando o orgasmo mesmo após o seu término. Durante esse período, hormônios como dopamina e ocitocina permanecem em ação, promovendo relaxamento e sensação de recompensa.

De acordo com a especialista, o cérebro funciona como uma máquina preditiva que pode antecipar respostas sexuais conforme cria associações. Por esse motivo, interromper o momento para retornar imediatamente às preocupações do cotidiano pode reduzir os efeitos de relaxamento do orgasmo.

O papel da atenção e da respiração

Outra técnica sugerida é o foco nas sensações físicas por meio de respirações profundas. O terapeuta psicossexual Jordan Jaziri destaca que muitas pessoas vivenciam a sexualidade de forma automática, focando apenas em alcançar o resultado do orgasmo.

Segundo Jaziri, quando o ato se torna uma repetição mecânica focada em performance, o corpo pode ter dificuldade em alcançar um prazer pós-sexo intenso ou até apresentar uma sensação de 'ressaca'. Direcionar a atenção para o corpo permite que o cérebro aproveite melhor a resposta sexual.

Além disso, os especialistas ressaltam que desacelerar logo após a relação ou a masturbação é fundamental. Criar um momento de relaxamento após o clímax ajuda a evitar que o cérebro associe o prazer a sentimentos de estresse ou ansiedade, favorecendo uma experiência mais duradoura.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.