Brasil é o segundo maior usuário mundial do Discord e supera a Índia, aponta levantamento
País registra 162 milhões de visitas à plataforma entre fevereiro e julho de 2026, segundo dados da Similarweb
Por Redação Diário Local
O Brasil é o segundo país com o maior número de usuários do Discord no mundo, segundo levantamento da Similarweb. O país aparece atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Índia no ranking de participação de tráfego na plataforma.
Entre fevereiro e julho de 2026, os Estados Unidos detiveram 29,90% da participação de tráfego no Discord. O Brasil registrou 4,40%, enquanto a Índia ficou na terceira posição, com 4,33%. O levantamento indica um crescimento de 5,14% nos acessos.
No período analisado, o Discord registrou 162 milhões de visitas no território brasileiro, o que representa uma média de 27 milhões de acessos mensais. Dos acessos realizados no país, 70,54% foram feitos por computadores e 29,46% por dispositivos móveis (celulares).
Como é o uso da plataforma no Brasil?
O uso da ferramenta no Brasil é fortemente voltado ao entretenimento. De acordo com a Similarweb, 65,78% das menções na plataforma são sobre jogos e consoles. A própria plataforma afirma que mais de 90% do seu conteúdo global é relacionado a jogos eletrônicos.
O tempo médio de permanência dos brasileiros no Discord varia entre 20 segundos e 10 minutos por dia. A plataforma reporta ter 90 milhões de usuários ativos diariamente em todo o mundo.
O que dizem as autoridades e a empresa?
Apesar da relevância de mercado, o Discord tem sido alvo de medidas regulatórias. Na quarta-feira (12), a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou um prazo de três dias para a suspensão de transmissões ao vivo na ferramenta. A medida foi motivada por uma transmissão de suicídio ocorrida em julho, no Mato Grosso do Sul.
Em nota, o Discord afirmou que está analisando o conteúdo da determinação da ANPD e que investe em segurança para os usuários. A empresa declarou que não tolera grupos ou indivíduos que promovam a violência e que removeu o servidor privado envolvido no caso pouco após sua criação.
A plataforma informou ainda que colabora com as autoridades policiais e que investigações mostraram que a atividade criminosa foi coordenada em outras redes sociais antes e depois do uso do Discord.
