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Tecnologia

Frontier anuncia parceria com Starlink para oferecer Wi-Fi a bordo de aviões a partir de 2027

Companhia aérea low cost planeja instalar rede de satélites da SpaceX em aeronaves para aumentar competitividade no mercado.

Por Davy Albuquerque

A companhia aérea de baixo custo Frontier anunciou que passará a oferecer serviço de internet a bordo por meio da rede de satélites da Starlink. A instalação da tecnologia nos aviões da empresa deve ter início a partir de 2027.

O comunicado foi feito na terça-feira (14). A Frontier não divulgou os termos financeiros do acordo, nem informou se a conexão será oferecida de forma gratuita aos passageiros.

A medida faz parte de uma estratégia para aumentar a competitividade da empresa no mercado norte-americano. Além do Wi-Fi, a companhia anunciou a implementação de assentos de primeira classe e mudanças em seu programa de fidelidade.

A Frontier é uma das cinco companhias aéreas da Indigo Partners que planejam instalar a conexão da Starlink em mais de 1.000 aeronaves. O grupo inclui a Wizz Air, na Europa; a Volaris, no México; a JetSmart, na América do Sul; e a Cebu Pacific, nas Filipinas.

A tecnologia de satélites em órbita baixa terrestre é operada pela SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk. No prospecto de oferta pública inicial de ações (IPO) da companhia, o fornecimento de internet durante voos é citado como uma das seis áreas de atuação estratégica da rede.

A Starlink tem sido o principal motor financeiro da SpaceX. Em 2025, o serviço representou 61,2% da receita total da empresa, que somou US$ 18,7 bilhões naquele ano. A Starlink foi, inclusive, a única unidade do grupo a registrar lucro em 2025, com receita de US$ 4,4 bilhões.

A relevância do serviço de internet tem crescido dentro da estrutura da SpaceX. No primeiro trimestre de 2026, a participação da Starlink na receita total da companhia subiu para 69%.

O movimento da Frontier ocorre em um momento de pressão do mercado sobre empresas do modelo de baixo custo (low cost). O setor busca se posicionar em categorias superiores de serviço para tentar evitar prejuízos operacionais.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.