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Ciência

Descoberta de trilha de T. rex adulto revela novos detalhes sobre locomoção da espécie

Mapeamento 3D de quatro pegadas na Dakota do Norte mostra que o dinossauro caminhava de forma equilibrada e com velocidade moderada.

Por Redação Diário Local

Uma descoberta inédita na Formação Hell Creek, em Dakota do Norte, revelou a primeira trilha contínua de um Tyrannosaurus rex adulto já registrada pela ciência. O achado consiste em um rastro fóssil composto por quatro pegadas de quase um metro de comprimento distribuídas ao longo de sete metros de extensão.

O registro, que possui mais de 66 milhões de anos, foi mapeado por meio de tecnologia tridimensional. A análise das marcas permite aos pesquisadores compreender o comportamento e a locomoção do predador durante o período Cretáceo, antes da grande extinção biológica.

A descoberta foi feita pelo professor Kent Hups, que identificou depressões triangulares em rochas sedimentares durante uma caminhada pela região. O especialista notou que a erosão natural havia exposto as impressões de três dígitos característicos de grandes terópodes no solo acidentado.

Como ocorreu a descoberta?

Ao observar as elevações curiosas nas rochas, o professor Hups reconheceu as marcas ancestrais preservadas na Formação Hell Creek. O local é conhecido por abrigar diversos depósitos de fósseis datados do final do período Cretáceo.

Para documentar o sítio sem causar danos às rochas vulneráveis, especialistas utilizaram o escaneamento digital. A técnica permitiu registrar texturas e profundidades milimétricas, gerando modelos virtuais de alta fidelidade para estudos anatômicos em instituições científicas.

O que as pegadas revelam sobre a locomoção?

Análises biomecânicas indicam que o T. rex se movimentava em uma velocidade moderada, entre cinco e sete quilômetros por hora. Esse ritmo equivale ao caminhar apressado de uma pessoa, o que descarta uma corrida ou perseguição acelerada no momento do registro.

O espaçamento entre os passos era de aproximadamente quatro metros, evidenciando uma marcha cadenciada. Os dados comprovam que o animal conseguia manter o equilíbrio e a estabilidade sobre as duas patas, distribuindo o peso corporal de forma eficiente sobre a superfície do antigo ambiente costeiro.

Para a paleontologia, o achado é considerado extraordinário porque, ao contrário dos esqueletos petrificados que focam na anatomia, as pegadas preservam a ação viva do organismo. O rastro oferece dados sobre o comportamento do animal que ossos isolados não conseguem demonstrar.

As peças do sítio fóssil serão resguardadas em acervos museológicos para proteção contra as intempéries. A descoberta ajuda a reconstruir os últimos momentos dos grandes predadores antes da extinção dos répteis no planeta.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.