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Tecnologia

Empresa brasileira utiliza inteligência artificial para localizar alvos de terras raras no Nordeste

Neominera obteve três alvarás da Agência Nacional de Mineração para pesquisar minerais críticos em Pernambuco e Alagoas

Por Redação Diário Local

A Neominera, empresa de tecnologia mineral, iniciou a transformação em áreas de pesquisa de alvos identificados por uma plataforma própria de inteligência artificial. A ferramenta combina dados geológicos para buscar minerais críticos no Brasil.

A companhia obteve da Agência Nacional de Mineração (ANM) três alvarás para pesquisar terras raras em áreas situadas em Pernambuco e Alagoas. Os títulos somam aproximadamente 2,8 mil hectares e os projetos encontram-se em fase inicial de desenvolvimento.

O objetivo atual dos trabalhos é avançar da análise de dados para a validação física dos alvos. A empresa busca verificar, por meio de trabalhos de campo, se as hipóteses geológicas apontadas pela tecnologia apresentam evidências que justifiquem etapas mais avançadas de exploração.

Como funciona a tecnologia de busca?

A Neominera utiliza a plataforma Lithos, de desenvolvimento próprio, para reunir milhões de registros de fontes públicas e privadas. O sistema processa dados de geologia, geoquímica, geofísica, sensoriamento remoto, ocorrências minerais, estudos científicos e informações regulatórias.

Os modelos de inteligência artificial identificam regiões consideradas mais prospectivas, que passam por uma revisão técnica realizada por geólogos. A decisão de solicitar um direito minerário ocorre antes da comprovação da existência de uma jazida, visando reduzir o investimento em áreas de baixa probabilidade.

A tecnologia foi desenvolvida ao longo de cerca de um ano, passando por testes de validação interna e retrospectiva com especialistas. A empresa afirma possuir, atualmente, mais de 12 mil hectares em direitos minerários que avançam para a etapa de validação física.

Expansão do portfólio mineral

Além da busca por terras raras, o primeiro conjunto de projetos da empresa contempla oportunidades na exploração de cobre e níquel. A Neominera possui 14 requerimentos de áreas em seu portfólio, sendo que três já possuem alvarás e outros 11 aguardam liberação oficial.

A estratégia de utilizar tecnologia no estágio inicial busca diminuir o universo de áreas investigadas antes que o capital seja direcionado para atividades de maior custo, como campanhas extensivas de campo e sondagens. O foco é transformar grandes volumes de informações geocientíficas em projetos passíveis de investigação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.