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Agentes de inteligência artificial podem assumir negociações em mercados financeiros em poucos anos, diz HSBC

Diretor do HSBC prevê que computação quântica e IA mudarão o ritmo e a velocidade das operações com títulos nos próximos quatro anos.

Por Redação Diário Local

Agentes de inteligência artificial podem assumir as negociações nos mercados financeiros em poucos anos, substituindo parte da atuação humana. A projeção foi feita por Michael Roberts, diretor de banco corporativo e institucional do HSBC, durante o encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Bangcoc.

O executivo afirmou que a união da inteligência artificial com a computação quântica permitirá analisar movimentos de mercado extremamente complexos. Segundo Roberts, é possível imaginar agentes de tecnologia negociando títulos utilizando o processamento acelerado dessas novas ferramentas.

A expectativa é que a combinação entre IA, computação quântica e tecnologias de registro distribuído mude fundamentalmente o ritmo e o alcance das negociações. Esse impacto deve ocorrer nos próximos dois a quatro anos, conforme a evolução tecnológica.

Apesar do aumento de operações realizadas por algoritmos, Roberts ressaltou que os seres humanos precisam continuar no controle das atividades. A função humana deve permanecer focada na supervisão direta dos processos automatizados para garantir a segurança das operações.

Impacto no emprego

A adoção da inteligência artificial também reflete na estrutura de pessoal das instituições financeiras. O HSBC avalia a implementação da tecnologia em todas as áreas de seus negócios, o que pode resultar em cortes profundos de empregos conforme atividades humanas sejam automatizadas.

O banco estuda a integração da tecnologia em larga escala, cenário que impõe desafios à força de trabalho global. A automação de tarefas rotineiras é um dos pilares da estratégia de modernização de grandes instituições financeiras.

Desafios de financiamento

O crescimento acelerado do setor de IA também altera a dinâmica de investimentos e captação de recursos. Roberts mencionou que investidores e bancos estão se tornando mais seletivos e exigindo retornos maiores devido à velocidade com que as empresas de tecnologia buscam financiamento para expandir suas infraestruturas.

O diretor destacou ainda que a magnitude dos valores envolvidos na expansão da inteligência artificial torna a execução dos negócios mais complexa. O mercado agora exige maior foco em estruturas de financiamento adequadas e retorno sobre o capital investido para sustentar esse avanço massivo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.