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Tecnologia

Meta busca popularizar óculos inteligentes e enfrenta críticas sobre privacidade

Composta por assistentes de IA e câmeras, tecnologia da Meta é alvo de grupos de defesa de direitos civis e restrições em tribunais.

Por Davy Albuquerque

A Meta está trabalhando para expandir o alcance de seus óculos inteligentes, dispositivos que integram inteligência artificial e recursos de captura de imagem e áudio. A estratégia da companhia visa consolidar os acessórios vestíveis como uma alternativa aos smartphones, mas a tecnologia tem levantado preocupações entre grupos de defesa da privacidade e autoridades judiciais.

A empresa, que produz os dispositivos em parceria com a EssilorLuxottica, registrou a venda de 7 milhões de pares de óculos em 2025. A linha de produtos inclui modelos como os Meta Ray-Ban e versões esportivas da Oakley, com o objetivo de atingir diferentes perfis de consumidores através de variados preços e estilos.

Quais são as preocupações sobre privacidade?

O debate sobre o uso dos dispositivos ganhou força com o anúncio de recursos como o NameTag, projetado para permitir que os óculos memorizem rostos de pessoas encontradas pelo usuário. Segundo o diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, as informações seriam armazenadas de forma local e criptografada, pertencendo apenas ao dono do aparelho.

Mesmo com essas garantias, mais de 70 organizações de defesa dos direitos civis e da privacidade assinaram uma carta pedindo a interrupção do projeto. Advogados de grupos de direitos civis questionam o princípio de dispositivos que teriam a capacidade de identificar pessoas sem consentimento direto.

Outro ponto de tensão envolve a possibilidade de capturas de áudio e imagem sem o acionamento da luz branca de sinalização, que indica quando o dispositivo está gravando. A Meta afirma que está trabalhando em tecnologias para auxiliar os usuários sem que funcionem como câmeras tradicionais e que está comprometida com a segurança de quem está ao redor dos usuários.

Patentes e restrições judiciais

A inovação da companhia também alcança o campo das patentes. Recentemente, a Meta registrou um pedido para um sistema que monitoraria o humor do usuário através do reconhecimento de áudios, como risadas ou suspiros, para sugerir planos de exercícios. A empresa esclareceu que o registro de patentes é um processo de exploração de ideias e não confirma que a tecnologia será lançada.

As implicações práticas de dispositivos com câmeras em locais públicos já começaram a surgir. No estado de Nova York, o sistema judiciário emitiu um memorando proibindo o uso de óculos inteligentes dentro dos tribunais estaduais, visando manter a integridade dos processos e a privacidade dos envolvidos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.