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Astronomia

NASA desiste de resgatar observatório Swift e religa telescópios para últimas tarefas

Após falhas em espaçonave de apoio, agência decidiu usar tempo restante do observatório para novas observações do espaço

Por Redação Diário Local

A NASA voltou a operar dois dos três telescópios do observatório Neil Gehrels Swift para realizar as últimas observações científicas antes da reentrada na atmosfera terrestre. A decisão ocorre após o encerramento da tentativa de resgate da estação espacial, que falhou devido a problemas técnicos em uma espaçonave contratada para elevar a órbita do equipamento.

Lançado em 2004, o observatório Swift monitora há pouco mais de duas décadas alguns dos eventos mais violentos do universo, como explosões de raios gama, supernovas e erupções de raios X. O satélite orbita a Terra em baixa altitude e não possui sistema próprio de propulsão, o que o torna vulnerável ao atrito com a atmosfera.

A descida do equipamento ganhou velocidade nos últimos anos devido ao aumento da atividade solar, que elevou o arrasto atmosférico. Para tentar reverter o processo, a NASA havia contratado, em setembro de 2025, a empresa Katalyst Space para desenvolver a espaçonave LINK, que deveria alcançar o telescópio e elevar sua órbita.

A operação de salvamento, no entanto, foi interrompida após falhas no veículo de resgate. A espaçonave LINK foi lançada em 3 de julho, mas, no final do mesmo mês, a empresa informou que o dispositivo apresentava problemas nas rodas de reação e no sistema de propulsão a gás frio.

Devido a esses problemas, a espaçonave passou a girar sem controle, o que prejudicou a manutenção da altitude e as comunicações. Sem solução para as falhas, a NASA anunciou, no início de agosto, que não prosseguiria com a tentativa de elevar a órbita do observatório Swift.

Com o resgate descartado, o foco da agência passou a ser o uso do tempo restante para ciência. Nesta semana (31), os telescópios ultravioleta/óptico e de raios X foram religados, e a previsão é que o Burst Alert Telescope também volte a funcionar em breve.

A retomada das atividades tem um impacto direto na trajetória do satélite. Para operar novamente, o Swift precisará abandonar a orientação que reduzia seu arrasto atmosférico, o que deve acelerar sua queda. A previsão mais recente da NASA indica que o observatório ficará abaixo de 300 quilômetros de altitude nos próximos um ou dois meses.

A reentrada definitiva na atmosfera deve ocorrer até o fim de 2026. Segundo a agência, a maior parte do observatório será destruída pelo calor da atmosfera, mas alguns componentes podem sobreviver e cair no oceano. O risco para a população é considerado baixo, visto que apenas uma pessoa foi oficialmente registrada como atingida por detritos espaciais até hoje.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.