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Tecnologia

Empresa chinesa apresenta prótese de mão controlada remotamente por conexão cerebral

Modelo desenvolvido pela BrainCo utiliza interface cérebro-computador e simula aparência de pele humana para movimentos remotos

Por Redação Diário Local

Uma empresa chinesa apresentou em Xangai um modelo de prótese de mão capaz de ser controlado remotamente, funcionando mesmo sem conexão física com o corpo do usuário. O dispositivo realiza movimentos por meio de uma interface que estabelece comunicação direta entre o cérebro humano e o equipamento externo.

A tecnologia foi desenvolvida pela BrainCo, companhia fundada em 2015 e especializada em sistemas de Interface Cérebro-Computador (BCI). O modelo apresentado em Xangai busca integrar o comando cerebral a dispositivos como computadores ou a própria prótese.

O equipamento ainda está em fase de testes. Durante a demonstração do protótipo, a mão utilizava um revestimento de silicone para simular a aparência da pele humana, com o objetivo de conferir um aspecto mais natural ao dispositivo.

A tecnologia da BrainCo combina as interfaces cibernéticas com o uso de Inteligência Artificial (IA). Além do modelo de mão exibido, a empresa já possui em seu catálogo outros modelos de próteses para as mãos e uma versão para o joelho.

Em relação à autonomia energética, as próteses funcionam por meio de baterias. Segundo a fabricante, o tempo necessário para uma carga total é de quatro horas, o que permite a utilização do dispositivo por até quatro dias sem a necessidade de novas recargas.

A atuação da companhia também abrange o setor de robótica. A BrainCo produz mãos para robôs humanoides e, em 2026, já fornece esses componentes para empresas do segmento, como a Unitree e a Leju Robotics.

O portfólio de produtos inclui ainda dispositivos de uso na cabeça que não exigem intervenções médicas ou cirúrgicas, por serem modelos não invasivos. Esses aparelhos são destinados ao auxílio na qualidade do sono e no alívio do estresse.

Entre as aplicações desses dispositivos de cabeça, há um modelo desenvolvido para auxiliar no foco de pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) durante a realização de atividades.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.