Robôs que dobram roupas e arrumam camas chegam ao mercado doméstico com preços altos
Modelos humanoides que executam tarefas complexas já estão à venda, mas custam cerca de R$ 100 mil no Brasil.
Por Redação Diário Local
Novos robôs com funções domésticas avançadas estão começando a ganhar espaço no mercado, indo além das funções de aspiradores comuns. Modelos capazes de andar pela casa, reconhecer objetos, dobrar roupas e até arrumar camas já possuem versões à venda, embora o custo ainda seja um desafio para o consumidor médio.
No Brasil, o humanoide Neo, da empresa 1X, é um dos exemplos de tecnologia de ponta. Com preço de US$ 20 mil (cerca de R$ 100,2 mil), a máquina é apresentada como capaz de guardar louça, organizar ambientes e fazer companhia. A fabricante projeta o início das entregas para compradores ainda este ano.
Para quem busca utilidade imediata, o mercado nacional já oferece opções como o aspirador de pó Roborock Saros Z70. O modelo custa R$ 18.590 e possui um braço mecânico que permite recolher pequenos objetos do caminho, como meias e lenços, além de realizar a limpeza convencional.
Quais são os custos para ter um robô em casa?
Atualmente, o acesso a robôs humanoides é restrito a quem possui alto poder aquisitivo. Segundo Rarison Santos, fundador da Premier Drones, os preços têm apresentado queda: equipamentos que custavam R$ 180 mil no ano passado agora podem ser encontrados por cerca de R$ 100 mil, como o modelo R1.
A expectativa é que a popularização desses dispositivos ocorra após a expansão do uso industrial. Valon Oliveira, gestor comercial da Robotec Soluções, explica que, quando os humanoides ganharem escala nas fábricas, o custo para o uso doméstico deve reduzir significativamente.
Hoje, um robô humanoide para atuação autônoma em ambiente industrial pode custar entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. Além do valor da máquina, há custos de desenvolvimento para que o equipamento aprenda a entender e executar tarefas em um ambiente específico.
Onde a tecnologia já é utilizada no Brasil?
Enquanto a automação residencial ainda está em fase inicial, o uso de robôs para marketing, segurança e indústria já é uma realidade consolidada no país. Empresas podem comprar ou alugar modelos como o R1 e o Go2 Pro para atender a demandas específicas de atendimento e patrulhamento.
No setor de pesquisa, instituições como a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) utilizam equipamentos para estudos avançados. O robô Prometheus, adquirido pelo Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD), custou cerca de US$ 45 mil (R$ 225 mil) no primeiro semestre de 2025 e é usado em pesquisas de Inteligência Artificial.
A previsão para o futuro próximo inclui a chegada de novos modelos, como o cão-robô Argos, que deve ser comercializado em 2027 focado em entretenimento e companhia. No cenário global, o mercado de robôs humanoides apresentou um crescimento de 432,1% no primeiro semestre, movimentando mais de US$ 740 milhões.
