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Agronegócio

Temporais com granizo causam prejuízos em cafezais e aceleram colheita em Garça (SP)

Excesso de chuvas, ventos fortes e granizo fazem grãos caírem no chão e prejudicam a qualidade da bebida em propriedades da região.

Por Davy Albuquerque

Temporais com chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo estão causando prejuízos significativos nas lavouras de café em Garça (SP). As instabilidades climáticas provocam a queda dos grãos dos galhos, que entram em contato direto com a terra úmida, comprometendo a qualidade da bebida e atrasando as atividades no campo.

Nas principais propriedades da região, os cafeicultores relatam perdas que podem chegar a quase metade da safra antes mesmo do término da colheita. O cenário de instabilidade exige ações rápidas para tentar minimizar o impacto financeiro nas propriedades.

Um dos produtores afetados, José Carlos de Morais Filho, que gerencia uma plantação com 370 mil pés de café, informou que 40% da produção já está caída no solo. Devido à desvalorização dos grãos que tocaram a terra, a estimativa é de uma perda de R$ 400 por saca.

Com o impacto direto no valor comercial do produto, o produtor estima um prejuízo final de cerca de R$ 700 mil em sua propriedade. O problema se estende a outras áreas de cultivo na região de Garça devido ao comportamento das tempestades.

A produtora Ellaritta Crude também projeta uma perda de 40% da safra em seus 450 hectares de plantio. A área é cultivada no sistema de sequeiro, método que depende exclusivamente da água das chuvas para a irrigação das plantas.

Para o caso da produção de Ellaritta, o prejuízo é calculado em R$ 7 mil por hectare prejudicado. A vulnerabilidade do sistema de sequeiro diante do excesso de chuvas e ventos agrava a situação dos produtores locais.

Como os produtores estão tentando salvar a safra?

Para mitigar os estragos, o maquinário agrícola entrou em operação intensiva nos cafezais. O objetivo das equipes é recolher o máximo possível de grãos que ainda estejam nas árvores antes da chegada de novas frentes frias na região.

Outra alternativa encontrada pelos cafeicultores foi o uso emergencial da colheita manual. Embora o processo manual seja mais lento e gere um custo maior para o caixa do produtor, ele se tornou a única alternativa viável para salvar os frutos maduros que resistiram à força das tempestades.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.