Polícia Civil identifica adolescente brasileiro na França suspeito de incentivar crimes na internet
Investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que jovem de 16 anos integrava rede que promovia automutilação e ataques a escolas
Por Diário Local
A Polícia Civil de São Paulo identificou na França um adolescente brasileiro de 16 anos suspeito de integrar uma rede que incentivava crimes pela internet. Segundo as investigações, o jovem participava de um grupo que promovia práticas como automutilação, suicídio, maus-tratos a animais e ataques contra escolas e creches.
A apuração foi conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), unidade especializada em crimes virtuais da Polícia Civil paulista. O trabalho de inteligência permitiu localizar o suspeito, que utilizava apelidos e mecanismos digitais para tentar esconder a própria identidade.
De acordo com a investigação, o adolescente não apenas integrava o grupo, mas também ajudava na organização de parte das ações criminosas realizadas nas plataformas digitais.
Como ocorreu a identificação
A investigação teve início no começo de 2025, após a polícia identificar um servidor utilizado para transmitir e incentivar crimes contra crianças e adolescentes. O processo de monitoramento envolveu a análise técnica e a produção de inteligência para rastrear os autores por trás das telas.
Após confirmar que o suspeito estava em território francês, a Polícia Civil obteve autorização da Justiça Federal para acionar mecanismos de cooperação internacional. A Polícia Federal encaminhou o pedido à Interpol, que repassou as informações para as autoridades na França.
Devido à idade do investigado, ele foi incluído na Difusão Azul da Interpol, ferramenta utilizada para localizar e identificar pessoas, permitindo que autoridades sejam notificadas caso o indivíduo cruze fronteiras. A Polícia Civil informou que aguarda as providências das autoridades locais na França.
Perfil dos investigados em crimes digitais
O caso reflete um padrão observado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital. Segundo a Polícia Civil, cerca de 90% dos investigados pelo Noad são adolescentes, em sua maioria meninos com idades entre 12 e 20 anos.
As vítimas desses crimes costumam ser crianças e adolescentes, com maior incidência entre meninas. O processo de aliciamento ocorre geralmente por meio de jogos e outras plataformas digitais, seguido por ameaças e chantagens.
