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Ciência

Pesquisadores da Unicamp batizam nova espécie de borboleta em homenagem a professor de Taubaté

Espécie rara de borboleta recebe nome do biólogo Julio César Voltolini em reconhecimento à sua trajetória na educação e ciência

Por Redação Diário Local

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) batizaram uma nova espécie de borboleta em homenagem ao biólogo e professor Julio César Voltolini, da Universidade de Taubaté (Unitau). A espécie, considerada rara, foi nomeada como Malaveria voltolinii em reconhecimento à trajetória de mais de 30 anos do docente na ciência e no ensino.

A escolha do nome foi realizada pelo grupo de pesquisadores responsável pela descoberta, entre eles o doutor Augusto Rosa. Rosa foi aluno de Voltolini durante a graduação em Ciências Biológicas na Unitau e destacou que a homenagem celebra não apenas a carreira científica do professor, mas também seu papel como incentivador de novos pesquisadores.

Segundo os pesquisadores da Unicamp, a homenagem também faz referência ao trabalho de Voltolini na educação pública, especialmente com estudantes em áreas de periferia. O docente afirmou ter ficado emocionado e sem palavras ao ser apresentado à fotografia e ao nome da nova espécie.

Por que a espécie é considerada rara?

A Malaveria voltolinii é classificada como rara devido à sua distribuição geográfica restrita e ao curto período em que permanece na fase adulta. O inseto habita ambientes específicos de regiões montanhosas, como as serras da Mantiqueira, do Papagaio e da Bocaina.

A borboleta vive em brejos de capim localizados nas bordas de matas de alta altitude. Essa característica de habitat torna o registro da espécie um desafio para os cientistas que atuam nessas regiões.

O pesquisador Augusto Rosa explicou que o período de observação também é limitado. Durante coletas realizadas na Serra da Bocaina entre os meses de outubro e fevereiro, o inseto foi encontrado voando apenas durante o mês de janeiro.

Trajetória acadêmica

O professor Julio Voltolini construiu grande parte de sua carreira na Unitau, mas também atuou na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB). Ao longo das décadas, ele manteve contato com diversas gerações de estudantes.

Para o biólogo, a descoberta pode servir como estímulo para a curiosidade científica de crianças e jovens. Voltolini destacou que a notícia pode despertar o interesse de novos alunos em explorar o universo ao redor e seguir carreira na área de pesquisa e graduação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.