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Mato Grosso do Sul

BR-163 em Mato Grosso do Sul terá teste de radar para cálculo de velocidade média

Experiência com novo sistema de fiscalização terá duração inicial de 180 dias e não aplicará multas nesta fase.

Por Redação Diário Local

A rodovia BR-163, em Mato Grosso do Sul, passará por um período experimental de monitoramento com radares de velocidade média. O sistema, que mede o tempo de deslocamento entre dois pontos de controle, tem duração inicial prevista de 180 dias.

Nesta fase de testes, os condutores que excederem o limite de velocidade permitido não serão penalizados. Não haverá aplicação de multas durante os primeiros seis meses de funcionamento do mecanismo na rodovia.

O objetivo da tecnologia é identificar motoristas que mantêm velocidades altas em trechos intercalados, mesmo que não ultrapassem o limite em um único ponto de fiscalização. O cálculo é feito através da medição do tempo que o veículo leva para percorrer um trecho específico entre os dispositivos de monitoramento.

O sistema funciona de forma integrada, conectando os radares para criar um corredor de aferição. Se o tempo registrado entre o ponto A e o ponto B for inferior ao estabelecido para a via, o veículo é identificado como estando acima da média permitida.

O período de 180 dias servirá para que as autoridades avaliem a eficácia do método na redução de acidentes e na organização do fluxo de veículos. A experiência busca medir o impacto da fiscalização contínua na conduta dos motoristas que trafegam pela BR-163.

A implementação do monitoramento de velocidade média é uma estratégia utilizada para evitar que condutores reduzam a velocidade apenas na frente do radar e acelerem novamente logo após a passagem pelo equipamento.

Ao final da fase experimental, os dados coletados devem fundamentar as decisões sobre a manutenção ou a expansão do sistema de fiscalização na região. Até o momento, o foco permanece no acompanhamento técnico e na conscientização dos motoristas.

A fiscalização por tempo de percurso visa tornar o controle de velocidade mais abrangente do que o modelo tradicional de radar fixo, que avalia o veículo em um único instante de passagem.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.