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Justiça

Homem que vendeu mansão a Richarlison é condenado por estelionato em Minas Gerais

Vendedor do imóvel em Angra dos Reis foi condenado em processo que tramitou em Belo Horizonte por fraudes em negociações de bens

Por Diário Local

O empresário Antonio Marcos Pereira da Silva, conhecido como Marquinhos, foi condenado por estelionato em um processo que tramitou em Belo Horizonte (MG). A condenação envolve a venda de bens mediante fraude e traz novos elementos para a disputa judicial pela posse de uma mansão em Angra dos Reis (RJ) que envolve o atacante Richarlison.

De acordo com o processo, Marquinhos enganou uma vítima durante negociações de veículos. O empresário utilizava cheques pré-datados para conquistar a confiança do comprador e, após obter a transferência dos bens, sustava os pagamentos. Entre os itens afetados estavam lanchas, barcos, veículos UTV e outros automóveis.

Para tentar quitar uma dívida de aproximadamente R$ 500 mil decorrente dessas transações, o réu teria oferecido uma casa avaliada em R$ 3 milhões, sob a condição de que a vítima devolvesse o valor excedente. O magistrado Alexandre Magno Oliveira afirmou na sentença que houve indução da vítima em erro para a obtenção de vantagem ilícita.

A sentença condenou o empresário a dois anos e seis meses de reclusão, mas a pena foi convertida em multa e prestação de serviços à comunidade. Além do caso em questão, Marquinhos responde a outros processos por estelionato, incluindo uma denúncia de falsificação de documento para transferência de um apartamento em Belo Horizonte.

A condenação contextualiza a polêmica envolvendo a compra de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, que pertenceu à cantora Clara Nunes. O imóvel, situado em terreno da União, tem valor estimado em R$ 10 milhões e é alvo de uma disputa de posse entre a empresa do jogador e um advogado.

A transação da casa foi realizada por meio de um contrato entre a sociedade de Richarlison e seu agente, Renato Velasco, e uma empresa de Antonio Marcos. O imóvel apresentava uma situação irregular, com a posse registrada em nome de uma empresa de Santos (SP) que estava inativa após a morte de seus donos.

H2>Entenda a disputa pelo imóvel

A disputa jurídica envolve o advogado Willer Tomaz, que adquiriu a posse do imóvel junto a um dos herdeiros e obteve a regularização da documentação junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU). O advogado é descrito como amigo de Flávio Bolsonaro (PL).

O centro da controvérsia é o papel de Marquinhos, que é empresário próximo ao conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCM-MG), Alencar da Silveira. Silveira foi sócio do atacante na aquisição da mansão e é ex-presidente do América-MG, clube onde Richarlison se formou.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.