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Segurança

Polícia identifica envolvidos em estupro coletivo e linchamento de ciclista em Copacabana

Investigações detalham a situação dos responsáveis pelo estupro de uma adolescente e pela morte do ciclista Cláudio Landeiro no Rio.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil identificou os responsáveis por dois crimes de grande repercussão ocorridos no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 2026: um estupro coletivo envolvendo uma adolescente e o linchamento de um ciclista. As investigações já resultaram em prisões e indiciamentos em ambos os casos.

No caso do estupro, ocorrido em 31 de janeiro (31), uma jovem de 17 anos foi atraída para um apartamento por um rapaz de 17 anos, com quem já tinha relacionamento, configurando uma emboscada. A adolescente foi sozinha para o local, onde foi abusada por cinco pessoas, conforme apurado pelo inquérito policial.

Quatro homens foram indiciados e permanecem presos pela Justiça comum. Entre eles está Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, cujo pai, ex-subsecretário estadual, foi exonerado do cargo pouco antes da apresentação do filho na delegacia. Outro indiciado é Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 18 anos, que também é alvo de outra investigação por violência sexual.

A investigação também apontou a participação de um menor de idade, que teve a internação determinada pela Justiça. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) informou que o processo sobre o menor tramita em segredo de Justiça. Na sentença, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, destacou que a palavra da vítima foi determinante para a responsabilização.

Outros dois envolvidos no estupro foram identificados como João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, ex-jogador do Serrano FC, e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, estudante da Unirio. Os quatro homens indiciados estão custodiados no Presídio de Juíza de Direito Patrícia Acioli, em São Gonçalo.

O segundo crime de repercussão foi o linchamento do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, ocorrido na noite de 11 de agosto (11). Cláudio foi agredido publicamente após ser confundido com um criminoso que teria roubado uma bicicleta. O ciclista, que possuía problemas cognitivos devido a uma queda na infância, não resistiu aos ferimentos.

O laudo cadavérico indicou que a morte foi causada por traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna, lesão no baço e lesão no rim esquerdo. As agressões, descritas como ação contundente, atingiram quase todo o corpo da vítima, incluindo tronco, membros, costas e abdômen. Segundo especialistas, os golpes foram fortes o suficiente para fragmentar o crânio e lesionar o cérebro.

Quatro pessoas foram presas e respondem por homicídio triplamente qualificado: o segurança Davi Santos Machado, os entregadores de aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Aílton José da Silva, e o segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, suspeito de participação indireta ao pegar a bicicleta da vítima. Eles estão detidos no Presídio José Frederico Marques, em Benfica.

A polícia busca localizar o quinto suspeito, identificado como Wellington Luiz Santos de Souza, que permanece foragido. De acordo com as investigações, ele é o homem que aparece em imagens desferindo chutes na cabeça de Cláudio durante o linchamento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.