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Educação

Excesso de estudos pode prejudicar memória e concentração de alunos no Enem, alerta especialista

Aumento de horas de preparação pode gerar fadiga mental e reduzir o rendimento; equilíbrio entre sono e lazer é essencial para o aprendizado.

Por Redação Diário Local

O aumento excessivo das horas de estudo na reta final para o Enem pode prejudicar a memória, a concentração e o rendimento dos estudantes. Especialistas alertam que intensificar a rotina sem planejamento pode causar fadiga mental e produzir o efeito contrário ao aprendizado pretendido.

Um estudo publicado na revista científica Current Biology ajuda a explicar o mecanismo por trás desse cansaço. Pesquisadores identificaram um aumento na concentração de glutamato, um neurotransmissor, no córtex pré-frontal lateral após períodos de trabalho cognitivo intenso. Essa região do cérebro é responsável pelo controle de funções cognitivas, e os resultados indicam que o acúmulo está relacionado à fadiga após esforços prolongados.

O diretor pedagógico do Ensino Médio da Rede Alfacem Global Academy, Rafael Galvão, afirma que um dos primeiros sinais de que a rotina deixou de ser produtiva é quando o aluno estuda mais, mas aprende menos. Segundo ele, o estudante passa a reler o mesmo conteúdo várias vezes, esquece o que acabou de estudar e demonstra irritação ou desmotivação.

Nesses casos, a recomendação é rever a organização da rotina em vez de aumentar as horas de estudo. Para conciliar a escola com a preparação, o planejamento deve considerar a vida real, incluindo horários de deslocamento, alimentação, sono, atividades físicas e compromissos familiares.

Estratégias como o uso de metas possíveis, blocos de concentração e pequenas pausas tendem a ser mais eficientes do que longas jornadas sem intervalo. O estudante também pode desenvolver autonomia ao observar o próprio rendimento e adaptar o ritmo de acordo com o momento em que a concentração cai.

Por que o sono é essencial para o Enem?

O descanso é um dos pontos que costuma ser mais negligenciado pelos estudantes. Durante o sono, o cérebro organiza as informações e consolida as memórias. Por isso, trocar o tempo de descanso por horas de estudo pode comprometer habilidades fundamentais para o exame, como a atenção e o raciocínio.

De acordo com Rafael Galvão, dormir não deve ser visto como uma interrupção dos estudos, mas como parte integrante do processo. Um cérebro descansado consegue processar melhor as informações e recuperar a capacidade de foco necessária para as provas.

Além do sono, outros hábitos simples podem auxiliar o aproveitamento sem exigir mais tempo. Entre as sugestões estão manter o celular longe durante as sessões de estudo, organizar o material previamente, estabelecer metas claras para cada bloco e realizar revisões periódicas do conteúdo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.