Currículo deve focar em competências e evitar dados como idade e estado civil, dizem especialistas
Especialistas recomendam que candidatos priorizem experiências e qualificações em vez de informações pessoais para evitar vieses.
Por Redação Diário Local
O mercado de trabalho tem caminhado para currículos mais objetivos e focados em competências profissionais, segundo especialistas em Recursos Humanos. A tendência atual é que os candidatos reduzam informações de cunho pessoal para ampliar o destaque de qualificações, experiências e resultados alcançados.
Para a identificação e o contato inicial, dados como nome completo, telefone, e-mail e cidade de residência costumam ser suficientes. Dependendo da vaga, também pode ser interessante incluir o link para o perfil no LinkedIn ou um portfólio profissional.
Por outro lado, informações como idade, estado civil, número de filhos, CPF, RG e endereço completo deixaram de ser consideradas relevantes na maioria dos processos seletivos. Esses dados não contribuem para a avaliação da capacidade profissional do candidato.
Além da falta de relevância técnica, a inclusão de dados pessoais pode aumentar a exposição do profissional a preconceitos durante a seleção. Segundo especialistas, quanto mais informações sem relação direta com a função forem inseridas, maior o risco de sofrer com vieses conscientes ou inconscientes.
A questão da foto no currículo
A inclusão de uma foto não deve ser encarada como uma obrigação. Para a grande maioria das vagas, a imagem não é necessária e não é considerada um padrão para o documento. Existem funções específicas onde a natureza da atividade justifica o pedido de uma imagem, mas esses casos são tratados como exceções.
Caso o candidato opte por incluir uma foto por iniciativa própria, é fundamental seguir critérios de qualidade. A imagem deve ser recente, profissional, bem iluminada e possuir um fundo adequado para não comprometer a apresentação.
O uso de selfies, fotos recortadas de eventos sociais, imagens com outras pessoas ou o uso de filtros excessivos são práticas que devem ser evitadas. Fotos com baixa qualidade ou que pareçam informais podem transmitir falta de cuidado e prejudicar a candidatura.
Como estruturar o documento de forma eficaz?
O foco central do currículo deve ser a trajetória profissional. Devem ser destacados a formação acadêmica, as experiências relevantes, as responsabilidades exercidas, os resultados alcançados e os conhecimentos técnicos que se conectem à oportunidade pretendida.
Currículos excessivamente longos ou repletos de informações sem relação com a vaga podem perder força. O documento não deve tentar narrar toda a história de vida do indivíduo, mas também não pode ser genérico a ponto de não diferenciar o profissional dos demais candidatos.
A clareza e a objetividade são essenciais para que o recrutador entenda rapidamente o perfil de quem está sendo avaliado. O objetivo do texto é apresentar, de forma direta, por que aquele candidato é o adequado para o cargo disponível.
Outros pontos que podem comprometer a primeira impressão com a empresa são problemas de organização e conteúdo. Erros de português, informações desatualizadas e falhas de formatação são fatores que diminuem o impacto positivo do profissional durante o primeiro contato.
