Polícia divulga imagem atualizada de menino desaparecido após assassinato da mãe em Ribeirão Preto
Autoridades utilizam software para projetar aparência atual de Miguel Nogueira da Silva, de 7 anos, sumido desde 2022.
Por Diário Local
A Polícia Civil de São Paulo divulgou uma imagem projetada para auxiliar na localização de Miguel Nogueira da Silva, de 7 anos, desaparecido desde maio de 2022. A imagem foi elaborada com o suporte de um software e baseada em uma fotografia da criança quando ela tinha 3 anos de idade, visando atualizar a aparência do menino.
O desaparecimento ocorreu em Ribeirão Preto, no interior paulista, após o menino ser levado pelo pai, Ivan Nogueira. Na época do ocorrido, Miguel tinha apenas 3 anos e testemunhou o assassinato da mãe, Regiane Carneiro de Moura Silva.
O suspeito, Ivan Nogueira, foi condenado a 36 anos de prisão em regime fechado em março de 2024. No entanto, o homem não compareceu ao julgamento e permanece foragido da Justiça. O menino e o pai estão desaparecidos há cerca de quatro anos.
A tentativa de atualizar a imagem faz parte de um esforço das autoridades e da família para ampliar as chances de encontrar a criança. O uso de tecnologia busca contornar o tempo decorrido desde o último registro visual de Miguel.
Caso alguém tenha qualquer informação sobre o paradeiro do menino ou do pai, a polícia recomenda que a denúncia seja feita de forma sigilosa. O contato pode ser realizado pelo WhatsApp (16) 99394-6471 ou pelo Disque-Denúncia, pelo número 181.
Relembre o caso
O crime que originou o desaparecimento aconteceu no dia 15 de maio de 2022, no bairro Jardim Jóquei Clube. Na ocasião, Regiane Carneiro de Moura Silva foi encontrada sem vida na sala de sua residência após vizinhos acionarem a polícia ao ouvirem barulhos estranhos.
De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a vítima apresentava hematomas no pescoço. Uma faca de cozinha, que estava na mão esquerda da mulher, foi apreendida pelas autoridades no local.
Informações registradas em boletim de ocorrência indicam que Regiane possuía uma medida protetiva e mantinha um relacionamento conturbado com o marido. Após o crime, o homem perdeu o contato com o filho e o neto, e um veículo com as placas informadas por ele foi visto trafegando pela SP-322, em Sertãozinho.
