Diário Local
Distrito Federal

Família acusa negligência após homem morrer enquanto esperava atendimento no Hospital de Base

Parentes de Rodrigo Resende do Prado afirmam que segurança e equipe hospitalar falharam durante mal súbito no pronto-socorro

Por Davy Albuquerque

A família de Rodrigo Resende do Prado, de 46 anos, acusa o Hospital de Base (HBDF) de negligência após a morte do homem, ocorrida no último domingo (12/7). Segundo relatos de parentes, Rodrigo sofreu um mal súbito no pronto-socorro da unidade, mas enfrentou dificuldades para receber atendimento imediato.

Bianca Resende de Almeida, irmã da vítima, relatou que tentou alertar a equipe hospitalar sobre a gravidade do estado de saúde do irmão, mas não obteve sucesso de imediato. De acordo com o relato, o homem só foi levado para a sala de triagem após insistência da familiar e que, após ele cair, um segurança teria pedido para que ele se levantasse, mas ele já havia falecido.

Rodrigo era paciente da unidade devido a um problema renal e fazia acompanhamento frequente no hospital desde o ano passado. Dias antes do óbito, ele já havia procurado atendimento na unidade e recebido medicação antes de ser liberado.

O que diz o Iges-DF?

O Instituto de Gestão de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela administração do Hospital de Base, lamentou a morte e informou que o paciente chegou a ser levado para a sala vermelha. Segundo o órgão, o homem solicitou atendimento na recepção e, posteriormente, apresentou o mal súbito na área externa do hospital.

A administração destacou que a equipe assistencial foi acionada assim que o mal-estar foi detectado, iniciando as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). O Iges afirmou que todos os protocolos técnicos para emergências foram seguidos, mas o paciente não respondeu aos procedimentos e evoluiu a óbito.

Para investigar possíveis falhas, o Iges-DF informou que instaurou uma apuração interna para analisar todas as circunstâncias relacionadas ao atendimento prestado.

Busca por justiça

Os familiares de Rodrigo comunicaram que pretendem acionar a Justiça para responsabilizar os envolvidos. A intenção é apresentar uma denúncia ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e utilizar imagens das câmeras de segurança do hospital como prova para embasar a ação judicial.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou uma apuração rígida sobre o caso e solicitou as imagens das câmeras de segurança para identificar quanto tempo o paciente aguardou por atendimento. O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, afirmou que realizou uma reunião com a equipe do Iges para discutir os fluxos de atendimento da unidade.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.