Projeto utiliza aeronave para levar equipe médica e tratamento para endometriose a diferentes estados
Iniciativa privada utiliza aeronave para transportar equipe multidisciplinar e ampliar acesso a cirurgias especializadas no Brasil
Por Redação Diário Local
Um projeto de iniciativa privada está utilizando aeronaves para transportar equipes médicas multidisciplinares entre diferentes estados brasileiros para realizar tratamentos especializados de endometriose. A iniciativa busca ampliar o acesso a cirurgias de alta complexidade e promover a educação médica sobre a condição.
O modelo de atuação consiste em deslocar a equipe de especialistas até a localização da paciente, em vez de solicitar que a mulher se desloque para grandes centros urbanos. Segundo o cirurgião ginecológico Igor Chiminacio, o objetivo é garantir que o padrão de atendimento, as técnicas cirúrgicas e a filosofia de tratamento sejam mantidos de forma idêntica, independentemente da cidade onde a operação seja realizada.
Atualmente, as atividades do projeto ocorrem em Brasília (DF), São Paulo (SP) e nas cidades de Curitiba e Pato Branco, no Paraná (PR). Há uma previsão de expansão para o Rio de Janeiro e para o Maranhão, com o intuito de levar atualização científica para capitais das regiões Norte e Nordeste do país.
Como funciona a equipe médica?
Para garantir a padronização técnica e a segurança nos procedimentos, a iniciativa transporta uma equipe formada por três a cinco profissionais. O grupo inclui cirurgiões ginecológicos, cirurgiões do aparelho digestivo, médicos auxiliares e instrumentadores cirúrgicos.
A estrutura busca atender à necessidade de uma equipe integrada, uma vez que cirurgias de alta complexidade exigem a sincronia entre anestesistas, instrumentadores e cirurgiões que conheçam profundamente a técnica aplicada pelo grupo.
O desafio do diagnóstico
A endometriose é uma condição que, segundo o Ministério da Saúde, atinge entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico precoce é um dos grandes desafios, podendo levar cerca de 10 anos para ser confirmado devido à falta de conhecimento especializado sobre a doença.
Além das cirurgias, o projeto dedica-se à educação médica para atualizar conceitos sobre a doença à luz de evidências científicas. Em parceria com o WHR (Women’s Health Research), são promovidos cursos, palestras e treinamentos para profissionais da saúde.
Uma das próximas ações previstas ocorrerá no Maranhão, focada em educação em saúde para profissionais e mulheres da região, visando aumentar as chances de diagnóstico precoce e o conhecimento sobre a patologia.
