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Trânsito

Motorista consegue anular multa ao provar que placa de sinalização estava escondida por árvore

O Código de Trânsito exige que a sinalização seja visível; registro fotográfico com data e ângulo correto pode garantir a vitória no recurso.

Por Redação Diário Local

Um motorista conseguiu reverter uma multa de trânsito após comprovar que a placa de sinalização estava escondida por galhos de uma árvore. O sucesso do recurso ocorreu devido ao uso de um registro fotográfico com data comprovada, o que demonstrou que a visibilidade da sinalização estava comprometida na via.

A base legal para o cancelamento da autuação é o artigo 90 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A legislação determina que toda sinalização deve ser clara, legível e visível para o condutor que trafega pelo local.

Quando esse princípio de visibilidade não é respeitado, a responsabilidade pela infração pode ser transferida ao órgão responsável pela manutenção da via. Isso ocorre porque a obstrução por vegetação, sujeira ou qualquer outro objeto descumpre uma exigência básica de segurança viária.

O que uma foto precisa conter para valer como prova?

Para que uma fotografia tenha força como prova em um recurso, ela precisa apresentar elementos específicos que garantam a veracidade do fato. O primeiro deles é a confirmação de data e horário, seja por meio dos metadados do arquivo digital ou de um registro impresso.

Outro ponto fundamental é o ângulo da imagem. A foto deve ser tirada do ponto de vista de quem conduz o veículo, permitindo que a autoridade entenda a dificuldade de leitura que o motorista enfrentou durante o trajeto.

Além disso, o registro deve conter o contexto completo do local. É necessário que existam referências na imagem que permitam identificar exatamente o trecho da via onde a sinalização se encontra obstruída por árvores ou outros obstáculos.

A falta de qualquer um desses três componentes — data, ângulo de visão e contexto — pode fazer com que a prova perca validade durante a análise técnica do órgão de trânsito responsável pela avaliação.

Como funciona o processo de recurso

O processo para garantir a vitória no recurso geralmente começa com o registro imediato da irregularidade. O ideal é que a foto seja tirada o quanto antes, preferencialmente no mesmo período em que a autuação ocorreu.

Após o registro, o condutor deve protocolar uma defesa formal. Nesse documento, é necessário anexar a imagem e fornecer uma descrição detalhada do trecho específico onde a placa está encoberta.

Com o protocolo realizado, o caso segue para a análise da Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). Este órgão tem a função de avaliar se a sinalização cumpria ou não o requisito de visibilidade exigido pela legislação vigente.

Para quais tipos de multa a estratégia é eficaz?

Essa estratégia de defesa funciona melhor para infrações ligadas diretamente à sinalização. Exemplos comuns incluem o excesso de velocidade em trechos com placas obstruídas ou o desrespeito a proibições de estacionamento mal visíveis.

Por outro lado, esse tipo de argumento não é aplicável a infrações de conduta. Casos como o uso de celular ao dirigir, por exemplo, não possuem relação com a visibilidade de placas e exigem uma lógica de defesa diferente.

Especialistas sugerem que os motoristas fotografem placas suspeitas de irregularidade de forma preventiva. Ter um registro de precaução pode ser o fator decisivo para vencer uma disputa administrativa futura caso uma autuação apareça.

Caso identifique que uma placa em sua rota habitual apresenta dificuldade de leitura, o registro fotográfico datado deve ser feito de imediato como forma de proteção ao condutor contra multas indevidas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.