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Segurança

Motorista de ônibus é réu por homicídio e lesão corporal após acidente com 4 mortos na BR-040

Investigação da Polícia Civil apontou que condutor dormiu ao volante durante trajeto entre BH e Rio de Janeiro.

Por Redação Diário Local

O motorista de ônibus envolvido no acidente que deixou quatro mortos e 40 feridos na BR-040, em Juiz de Fora, é réu no processo que tramita na 4ª Vara Criminal. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público por homicídio culposo (por quatro vezes) e lesão corporal culposa (por oito vezes), ambos praticados na direção de veículo automotor.

O acidente ocorreu no dia 5 de setembro de 2025, quando o ônibus da Viação Cometa colidiu na traseira de um coletivo urbano que estava parado em um ponto de embarque e desembarque na rodovia, próximo ao Distrito Industrial, na Zona Norte da cidade.

O que apontou a investigação

A investigação da Polícia Civil, que utilizou imagens internas do veículo, indicou que o motorista dormiu ao volante durante o trajeto entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro. As imagens mostraram o condutor sonolento, bocejando e cerrando os olhos durante grande parte da viagem.

Segundo o delegado Daniel Buchmuller, responsável pelas investigações, é nítido que o motorista lutava contra o sono e o acidente ocorreu em um momento em que ele dormiu ao volante. A perícia e as oitivas confirmaram que o acidente foi decorrente de falha humana do condutor.

A Polícia Civil informou que não há elementos que indiquem responsabilidade da empresa de transporte interestadual. O motorista havia retornado de férias e a viagem era sua primeira após o período de descanso, não apresentando sinais de sobrecarga de trabalho.

Histórico do condutor

O motorista possui sete registros de ocorrências no estado, incluindo dois casos com resultado morte. Um deles ocorreu em 2010, sem indiciamento, e o outro em 2021, quando teria invadido a contramão e colidido com uma motocicleta, resultando no óbito do piloto.

Devido ao histórico de infrações de trânsito, a polícia representou pela suspensão cautelar da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do investigado. Para a autoridade policial, a reincidência em condutas imprudentes demonstra a necessidade de impedir que ele volte a dirigir enquanto responde judicialmente.

Defesa do réu

A Defensoria Pública é a responsável pela defesa do motorista. Em nota, o órgão informou que o réu foi citado e declarou não ter condições financeiras de contratar um advogado, mas que a instituição ainda não se manifestou nos autos da ação penal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.