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Segurança

Ministério Público investiga vazamento de dados de clientes de estacionamento em Poços de Caldas

Ministério Público de Minas Gerais apura invasão de sistema da empresa EXP Parking que expôs CPFs e dados de cartões

Por Redação Diário Local

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou uma investigação para apurar o vazamento de dados pessoais de usuários do aplicativo da EXP Parking, empresa responsável pelo estacionamento rotativo de Poços de Caldas (MG). O procedimento busca esclarecer a dimensão da invasão de dados e verificar se a concessionária cumpriu as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do Código de Defesa do Consumidor.

A empresa comunicou aos clientes, no início de julho, que um ataque cibernético atingiu seus servidores centrais. O incidente expôs informações de usuários, incluindo nomes, CPFs e dados de cartões de crédito, embora o número total de pessoas afetadas não tenha sido divulgado.

A investigação do Ministério Público foi motivada por uma provocação de vereadores. O Procon Municipal já havia instaurado um procedimento administrativo sobre o caso, determinando a suspensão temporária do aplicativo e a comunicação individual aos usuários atingidos. Após esclarecimentos prestados pela concessionária, o aplicativo voltou a funcionar, mas a proibição de emitir notificações de irregularidade permanece até que a segurança do sistema seja comprovada.

O que o Ministério Público exige da empresa?

O MPMG intimou a EXP Parking a apresentar, em até 10 dias, informações detalhadas sobre o ataque e suas consequências. Entre os pontos solicitados estão as datas da ocorrência, a causa da invasão, a extensão do vazamento e a quantidade estimada de usuários atingidos, com foco nos consumidores de Poços de Caldas.

A instituição também quer saber se a vulnerabilidade foi corrigida, se houve contratação de auditoria independente e quais medidas foram tomadas para atender os consumidores. Além disso, foram requisitadas cópias das comunicações feitas à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a eventuais laudos técnicos.

Busca por melhoria no serviço

Segundo o promotor de Justiça Glaucir Antunes Modesto, a atuação do Ministério Público pretende reunir instituições locais para tentar um termo de ajustamento de conduta com a empresa. O objetivo é resolver não apenas o vazamento, mas as recorrentes reclamações sobre a prestação do serviço.

O promotor destacou que a investigação pode servir para aperfeiçoar o contrato de concessão atual. Outras reclamações relacionadas ao funcionamento de parquímetros e à operação do sistema serão tratadas em um procedimento investigatório separado do caso de segurança de dados.

Em nota, a EXP Parking afirmou que foi notificada e que mantém o compromisso de colaborar com as autoridades. A concessionária informou que comunicou o incidente à ANPD e às instituições financeiras, e que adotou medidas para conter o ataque e reforçar a segurança. A Polícia Civil também mantém inquérito aberto para identificar os responsáveis pela invasão.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.