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Segurança

Polícia Federal deflagra operação no Mato Grosso para investigar desvio de recursos de acordo com a Oi

Operação Heritage cumpre mandados de busca e apreensão relacionados a fundos do Banco Master e acordo com a Oi

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (6) a Operação Heritage, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos no Mato Grosso. A ação apura se valores de um acordo entre o governo estadual e a Oi foram desviados por meio de fundos controlados pelo Banco Master.

Ao todo, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão no estado. Os mandados foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, após representações encaminhadas pelo ex-governador Pedro Taques (PSB).

Entre os alvos da operação estão o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT). Mendes, que renunciou ao cargo para disputar o Senado em outubro, ainda não se manifestou sobre o caso.

A investigação foca em um acordo firmado pelo governo do Mato Grosso com a Oi, em 2024, para o pagamento de R$ 308,1 milhões. O montante referia-se a restituições tributárias que a empresa reivindicava na Justiça desde 2009.

Segundo a denúncia, foi montada uma "engenharia financeira" para que o dinheiro chegasse a beneficiários finais. Os valores do acordo teriam sido transformados em direitos creditórios e divididos entre os fundos Royal Capital e Lotte Word, ambos administrados e custodiados pelo Banco Master.

O fundo Lotte Word teria utilizado os recursos para comprar participações em outras empresas e fundos, como o Golden Bird e o Coliseu. A investigação aponta que essas empresas pertencem a pessoas do entorno do ex-governador Mauro Mendes.

A denúncia detalha o uso de um sistema de "fundos em cascata" para direcionar o dinheiro a empresas de Luis Antonio Mendes, filho de Mauro Mendes, e de Fabio Garcia, ex-chefe da Casa Civil. O pai de Fabio, Fernando Robério Garcia, também é citado no esquema.

O acordo com a Oi foi conduzido pelo advogado Ricardo Almeida, que também participou dos fundos que receberam os direitos creditórios. Almeida foi nomeado desembargador em novembro de 2025, por escolha de Mauro Mendes, e também é alvo dos mandados de busca.

A Oi e o Banco Master não fizeram comentários sobre a operação. As principais investigações envolvendo o Banco Master no STF tramitam sob a relatoria do ministro André Mendonça.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.