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Segurança

PF prende deputado eleito Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil do Rio em operação contra lavagem de dinheiro

Operação contra lavagem de dinheiro em postos de combustíveis envolveu movimentação de R$ 7,6 bilhões e prendeu outros quatro policiais civis.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal realizou prisões nesta quinta-feira (15) durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro em postos de combustíveis. Entre os detidos estão o deputado estadual eleito Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), e o delegado Marcus Amim, que atuou como ex-secretário da Polícia Civil do Rio e ex-presidente do Detran do estado.

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Canella e Amim, a PF prendeu os policiais civis Cristiano Gaspar Fernandes, Giovanne Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Junior e Pablo Juquiá Félix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme informações de um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os envolvidos podem responder por crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

Detalhes da operação e mandados

Além das prisões efetuadas nesta quinta-feira (15), a Polícia Federal cumpre outros quatro mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. As diligências ocorrem nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

A investigação já havia relacionado Canella e Amim em ocorrências anteriores. Em julho, os dois foram presos em uma ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, Canella foi detido em flagrante após a localização de um fuzil calibre .556 em seu veículo, fato que o parlamentar negou ser o proprietário.

A defesa de Canella, composta pelos advogados Pierpaolo Cruz Bottini, Sheila Lustosa e Davi Lefer, afirmou que a prisão de julho não se sustentava, argumentando que a arma era legalizada e pertencia ao segurança do então pré-candidato ao Senado. O parlamentar foi solto em 10 de julho.

Histórico dos envolvidos

Marcus Amim ocupou a chefia da Polícia Civil do Rio em outubro de 2023, após ser indicado por parlamentares, e foi exonerado em setembro de 2024. Após deixar o cargo na Polícia Civil, ele atuou como coordenador de segurança na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Márcio Canella foi o segundo deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro, com 197 mil votos. A defesa do deputado declarou que ainda não teve acesso à decisão que determinou as novas prisões desta quinta-feira (15).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.