Igreja Católica celebra São Charbel Makhlouf, monge libanês conhecido por relatos de milagres
Igreja Católica recorda nesta sexta-feira (24) o sacerdote da Ordem Maronita, que viveu como eremita no Líbano
Por Redação Diário Local
A Igreja Católica celebra nesta sexta-feira (24) a memória de São Charbel Makhlouf, sacerdote e monge da Ordem Libanesa Maronita. O religioso, que nasceu no Líbano, é mundialmente conhecido por sua vida dedicada ao silêncio, à oração e à penitência.
São Charbel nasceu em 1828, na aldeia de Beqaa Kafra, em uma região montanhosa do Líbano. Seu nome de batismo era Youssef Antoun Makhlouf. Filho de camponeses, ele ingressou na vida religiosa em 1851, aos 23 anos, ao deixar sua aldeia para seguir para o Mosteiro de Nossa Senhora de Mayfouq.
Ao entrar para a Ordem Maronita, recebeu o nome de Charbel, que significa "narração de Deus" em siríaco. Após estudar Teologia e ser ordenado sacerdote em 1859, o religioso manteve uma rotina de simplicidade material e busca pela contemplação.
Como foi a vida de eremita de São Charbel?
Em 1875, Charbel recebeu autorização para se mudar para uma ermida ligada ao Mosteiro de São Maron, em Annaya. Naquele local, ele passou aproximadamente 23 anos vivendo como eremita, seguindo as regras de isolamento, trabalho manual e jejum.
Sua rotina era marcada pelo distanciamento das cidades e pela redução ao mínimo das necessidades materiais. O monge dedicava-se ao trabalho, ao silêncio e à celebração da missa, saindo do local apenas para cumprir determinações de seus superiores ou realizar atividades religiosas.
Charbel Makhlouf faleceu em 24 de dezembro de 1898, aos 70 anos, após passar mal durante uma celebração religiosa. Sua morte ocorreu oito dias após ele ter ficado enfermo durante uma missa.
Por que ele é venerado pela Igreja?
A devoção a São Charbel intensificou-se após seu falecimento, com diversos relatos de graças e curas atribuídas à sua intercessão. Testemunhos citados pelo Vatican News mencionam inclusive que o corpo do religioso foi encontrado preservado após a abertura de sua sepultura.
Esses episódios transformaram o mosteiro de Annaya em um destino de peregrinação para fiéis de todo mundo, que buscam o local para rezar, especialmente por motivos de saúde. A tradição católica reforça que a oração de intercessão não substitui o acompanhamento médico profissional.
O processo de reconhecimento oficial de sua santidade ocorreu em duas etapas: a beatificação, realizada pelo papa Paulo VI em 5 de dezembro de 1965, e a canonização, em 9 de outubro de 1977.
