Diário Local
Investigação

Suspeito morto pela Rota usava documentos falsos para esconder histórico criminal de 12 páginas

Elenilson Francisco da Silva, conhecido como Galego, possuía ficha com registros de homicídio, roubo e sequestro antes de ser morto em Peruíbe

Por Davy Albuquerque

O suspeito morto por policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em Peruíbe utilizava documentos falsos para tentar ocultar um extenso histórico criminal. Elenilson Francisco da Silva, conhecido como Galego, possuía uma ficha de antecedentes de 12 páginas que incluía registros de homicídios, roubos, porte de arma, sequestro e motim em presídio.

A investigação aponta que ele passou a utilizar a identidade de Elenilson Misael da Silva para tentar desvincular seu nome de seu passado de crimes. Com a nova identidade, ele obteve novos números de RG e CPF, além de carteira de trabalho e título de eleitor emitidos em 2025.

Galego foi localizado e morto durante operações da Rota que buscavam envolvidos no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos. O oficial foi baleado na nuca em 27 de junho, em São Caetano do Sul, e segue internado em estado grave.

O histórico de crimes

A folha de antecedentes de Elenilson reúne seis inquéritos e 17 processos. Os registros detalham condutas como receptação, uso de documento falso, cárcere privado, tentativa de fuga, lesão corporal e ameaça. Em alguns casos, houve condenações com penas superiores a cinco e dez anos de prisão.

Um dos episódios registrados ocorreu em dezembro de 2006, no Centro de Detenção Provisória de Franco da Rocha. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o suspeito participou de uma rebelião onde agentes penitenciários foram feitos reféns. Na ocasião, ele foi denunciado por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, sequestro e motim.

Outro registro de 2024 aponta que o homem teria abordado um motorista em uma estrada de Peruíbe, anunciando um sequestro e causando uma lesão corporal grave por disparo de arma de fogo durante a abordagem. O caso foi registrado pela Polícia Civil.

Relação com o atentado

Embora tenha sido morto durante as buscas, fontes que acompanham a investigação afirmam que Galego não participou diretamente do atentado contra o tenente Pimentel. Ele teria apenas dado abrigo a Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, e à esposa deste, Cláudia Ferreira Ramos, durante a fuga.

Golias é apontado como o principal suspeito de ter realizado os disparos contra o oficial e permanece foragido. Com a morte de suspeitos durante as buscas da Rota, investigações apontam que peças de esclarecimento sobre a motivação do crime podem ser prejudicadas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.