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Economia

Ações do Itaú e Alpargatas testam suportes após queda, segundo analista

Análise aponta que ITUB3 e ALPA4 podem reagir em regiões de suporte, enquanto MGLU3 e VAMO3 seguem em tendência de baixa.

Por Redação Diário Local

As ações do Itaú (ITUB3) e da Alpargatas (ALPA4) atingiram níveis técnicos que podem favorecer uma reação de recuperação na Bolsa de Valores. De acordo com o analista técnico Gilberto Coelho, da XP Investimentos, os papéis testam regiões de suporte após o recente ciclo de queda do Ibovespa.

O índice Ibovespa fechou a quinta-feira (29) aos 169.186 pontos, registrando queda de 1,06%. O patamar atual está significativamente abaixo da máxima histórica de mais de 209 mil pontos registrada no início do mês.

O que esperar das ações do Itaú e Alpargatas?

Para o Itaú (ITUB3), o suporte principal está localizado na região de R$ 43, valor que se aproxima da média móvel de 200 dias. Caso o papel consiga manter esse nível e apresentar reação compradora, o analista projeta que o preço possa buscar inicialmente os R$ 50 e, posteriormente, os R$ 55,20.

Caso a queda avance, há um suporte secundário relevante nos R$ 40, região que já havia registrado fundo em agosto. A preservação da faixa de R$ 43 é vista como o fator decisivo para uma tentativa de recuperação no curto prazo.

A Alpargatas (ALPA4) apresenta um movimento semelhante. Após recuar de R$ 18,68 para R$ 12,60, o papel passou a testar o suporte próximo à média móvel de 200 dias. Se houver reação, o primeiro objetivo indicado é de R$ 15,95, com uma segunda meta em R$ 18,68. Se a pressão vendedora persistir, o suporte seguinte aparece em R$ 10,80.

Por que Magazine Luiza e Vamos seguem em queda?

Diferente dos dois primeiros papéis, a Magazine Luiza (MGLU3) e a Vamos (VAMO3) apresentam sinais negativos. Ambas as empresas passaram a operar abaixo da média móvel de 200 dias, movimento que caracteriza a reversão da tendência principal para baixa.

A Vamos (VAMO3) ainda não apresenta sinais técnicos de recuperação. Para que a leitura mude para positiva, o analista aponta a necessidade de um fechamento acima de R$ 3,70. Enquanto esse nível não for atingido, a tendência permanece de baixa.

Na Magazine Luiza, a deterioração técnica é acompanhada por um aumento de posições vendidas. Segundo levantamento da XP com dados de nesta quarta-feira (28), o indicador de posições vendidas (short interest) da MGLU3 chegou a 16,0%, o que representa um avanço de 4,41 pontos percentuais em duas semanas. Para reverter o quadro atual, o papel precisaria fechar acima de R$ 7,24.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.