Petrobras identifica terceiro reservatório de petróleo no poço Morpho, na Foz do Amazonas
A estatal identificou um terceiro reservatório no poço Morpho, em águas ultraprofundas no litoral do Amapá.
Por Redação Diário Local
A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (29), a identificação de um terceiro reservatório de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A descoberta ocorreu no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas da Margem Equatorial brasileira.
A companhia informou que as etapas de perfuração e a aquisição de dados geológicos já foram concluídas no local. O poço atingiu a profundidade total de 7.081 metros, sendo que 2.886 metros correspondem à lâmina d’água.
Em nota, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas dentro do mesmo poço. Para a executiva, o resultado aumenta o otimismo da estatal quanto ao potencial exploratório da Margem Equatorial.
A Bacia da Foz do Amazonas faz parte da Margem Equatorial, uma extensa faixa marítima que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. A área é considerada uma das principais fronteiras para a exploração de petróleo no Brasil e atrai atenção do mercado global.
O interesse internacional na região é motivado pelo sucesso da exploração na vizinha Guiana, que se tornou um produtor relevante de petróleo. Existe a expectativa de que as amostras encontradas no Brasil apresentem características semelhantes às do óleo encontrado em território guianense.
Novas perfurações estão previstas?
Sim. A estatal planeja realizar novas perfurações na região para delimitar a dimensão exata das reservas identificadas. Três novos poços devem ser perfurados no bloco FZA-M-59 a partir de janeiro de 2027 (2027).
As operações para a nova fase dependem da chegada da plataforma NS-43, que está posicionada atualmente no campo de Búzios. A continuidade dos trabalhos visa consolidar os dados técnicos colhidos no poço Morpho.
Além do bloco FZA-M-59, a Petrobras já iniciou processos de licenciamento para atuar em outras áreas da Bacia da Foz do Amazonas. A companhia também adquiriu 10 blocos na região por meio de parceria com a Exxon.
Apesar das descobertas, a identificação de novos reservatórios ainda não garante que a região esteja pronta para a produção comercial imediata. Avaliações técnicas posteriores e a delimitação das reservas serão fundamentais para confirmar a viabilidade econômica da exploração na área.
