Diário Local
Economia

Governo e bancada ruralista fecham acordo para renegociar R$ 100 bilhões em dívidas do agro

Medida provisória amplia renegociação de crédito rural e CPRs, cria fundo garantidor e estabelece prazos de até dez anos para pagamento

Por Davy Albuquerque

O governo federal e a bancada ruralista fecharam um acordo para a renegociação de R$ 100 bilhões em dívidas do setor agropecuário. A medida foi viabilizada por meio de uma medida provisória que encerra um impasse de meses entre o Executivo e os representantes do setor produtivo.

O novo pacote de medidas amplia o alcance das negociações, que passam a contemplar tanto o crédito rural quanto as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A iniciativa busca facilitar a regularização de débitos que impactam diretamente a atividade produtiva no campo.

Para garantir a viabilidade das operações, o texto estabelece novas condições de prazo para os devedores. Os produtores rurais poderão contar com períodos de pagamento estendidos, que chegam a até dez anos para a quitação total dos valores renegociados.

O acordo também prevê a criação de um fundo garantidor para dar suporte às novas operações. O montante destinado a esse fundo será de até R$ 2 bilhões, servindo como lastro para as renegociações estabelecidas pela medida provisória.

Regras e prazos da renegociação

A medida provisória atua para destravar o fluxo de pagamentos que estava interrompido devido ao impasse político. Com a ampliação para as CPRs, o setor ganha maior previsibilidade para lidar com as obrigações financeiras.

A estrutura do acordo foca na continuidade da atividade agropecuária, permitindo que o produtor renegocie os débitos sem comprometer o capital de giro imediato. O prazo de até uma década é o principal atrativo para a regularização das contas.

O fundo de R$ 2 bilhões foi desenhado para mitigar riscos das operações e oferecer segurança ao sistema financeiro. Essa garantia é fundamental para que as instituições bancárias aceitem as novas condições de prazo propostas.

O encerramento do impasse entre o governo e a bancada ruralista é visto como um passo importante para a estabilidade do crédito rural. A aplicação das novas regras deve ocorrer conforme os trâmites de implementação da medida provisória.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.