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Airbus avalia novo jato de grande porte para disputar mercado com o 777X da Boeing

Fabricante europeia estuda alongar fuselagem do A350 para atender demanda de aeronaves de grande porte e desafiar modelo da Boeing.

Por Redação Diário Local

A Airbus avalia o lançamento de um novo modelo de aeronave de grande porte que pode desafiar diretamente a produção do jato 777X, da Boeing. A estratégia da fabricante europeia envolve o estudo de uma fuselagem mais longa para o atual modelo A350, visando atender a demanda por aviões de maior capacidade de passageiros.

Segundo Tufan Erginbilgic, presidente-executivo da Rolls-Royce — empresa que fornece os motores para a família A350 —, uma definição sobre este novo projeto pode ser tomada nos próximos 12 meses. Caso o desenvolvimento siga em frente, as primeiras entregas das aeronaves poderiam ocorrer no início da década de 2030.

A iniciativa representaria o retorno da Airbus ao mercado de jatos de fuselagem larga de grande capacidade, segmento que a companhia deixou de explorar após encerrar a produção do A380, em 2019. O encerramento da produção do antigo "superjumbo" permitiu que a Boeing ganhasse espaço com o futuro 777X, capaz de transportar até 450 passageiros.

Como a Airbus planeja expandir o modelo A350?

Uma porta-voz da Airbus confirmou que a fabricante está explorando opções para ampliar a família A350, embora ainda não tenha decidido se seguirá com o projeto, frequentemente chamado de A350-2000. A empresa afirma que existe demanda de mercado para aeronaves de grande porte e está analisando evoluções para atender a esse setor.

A Rolls-Royce trabalha junto à Airbus em diferentes frentes de engenharia. As opções incluem uma expansão menos ambiciosa, utilizando os atuais motores XWB-84, ou uma versão mais longa equipada com uma nova variante de motor que possua maior empuxo e diâmetro ampliado. O tempo estimado para o desenvolvimento do motor e da nova aeronave seria de seis a sete anos.

Quais são os desafios da Boeing com o modelo 777X?

O 777X, versão atualizada do modelo 777, enfrenta desafios de produção e questões regulatórias que atrasaram sua entrada em operação em sete anos. A Boeing busca obter certificações junto à Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) para o 777X e novas versões do 737 MAX, permitindo o início das entregas.

Tim Clark, presidente da companhia aérea Emirates, principal cliente do modelo, informou que a empresa espera receber a primeira aeronave do 777X em meados de 2027. Clark, que possui uma carteira de pedidos que representa mais da metade de todas as encomendas do modelo, afirmou que o cenário mais crítico para a Boeing parece ter passado.

Para lidar com as aeronaves já construídas que possuem versões de projeto anteriores, a Boeing utiliza uma instalação dedicada para atualizações de fuselagem. O objetivo é realizar essas modificações sem interromper a linha de produção das novas unidades, um processo que a fabricante descreve como não sendo rápido.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.