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Tecnologia

Embraer projeta jato com sistema de pouso automático para 2028

Modelo Phenom 300EV terá autonomia para voos diretos entre capitais brasileiras e tecnologia de pouso autônomo

Por Redação Diário Local

A Embraer projeta iniciar a entrega do novo jato leve Phenom 300EV em 2028, contando com uma tecnologia que permite o pouso automático da aeronave. O modelo recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de autoridades de aviação dos Estados Unidos e da União Europeia, em agosto.

O jato foi projetado para comportar até 10 passageiros, além de um piloto. Segundo a fabricante, a aeronave é certificada para operar com apenas um ou dois pilotos, sendo apresentada como o modelo de piloto único mais rápido e com maior alcance de mercado em sua categoria.

Em termos de performance, o Phenom 300EV possui velocidade máxima de 0,8 Mach, o que equivale a cerca de 859 km/h na altitude de cruzeiro de 45 mil pés (13,7 mil metros). A autonomia de voo chega a 3.805 km, o que possibilita trajetos diretos para todas as capitais do Brasil.

A capacidade de alcance também permite voos internacionais a partir de São Paulo para cidades como Buenos Aires, Santiago e La Paz. A fabricante destaca que o novo computador de bordo controla funções eletrônicas para reduzir a carga de trabalho dos pilotos.

Como funciona o sistema de pouso automático?

O novo modelo utiliza o sistema Emergency Autoland, desenvolvido pela empresa de tecnologia Garmin. O recurso pode ser acionado de forma manual ou automática caso o piloto não consiga concluir o voo, garantindo uma camada extra de segurança.

Ao ser ativado, o sistema identifica o aeroporto mais adequado para o pouso, levando em conta fatores como a distância e a autonomia de combustível disponível. O mecanismo também sinaliza a rota escolhida para os passageiros e para o controle de tráfego aéreo.

A segurança é reforçada por um sistema de freio automático, que proporciona pousos mais suaves, e por um alerta para evitar que a aeronave saia da pista. Esses recursos visam aumentar a estabilidade operacional durante a fase crítica de descida e toque no solo.

Conforto e personalização na cabine

O interior da aeronave permite a configuração de assentos entre 7 e 10 passageiros, com opções de personalização para pisos, mesas embutidas e poltronas. Quando o jato opera com a capacidade máxima, a poltrona do copiloto é ocupada por um passageiro.

A cabine contará com as maiores janelas de sua categoria, sistema de ionização de ar e conexão com internet via satélites de órbita baixa. Além disso, os próprios passageiros poderão controlar a iluminação, o áudio e a temperatura através de painéis internos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.