Investidor André Bacci amplia exposição a fundos de infraestrutura e Fiagros após eleições
Investidor afirma ser comprador líquido de ativos e destaca retomada de transações imobiliárias com pagamento em dinheiro.
Por Redação Diário Local
O investidor André Bacci afirmou que mantém a estratégia de "comprador líquido" de ativos de fundos imobiliários (FIIs), mesmo com a volatilidade causada pelo cenário eleitoral. Ele relatou que tem ampliado a exposição a ativos de infraestrutura e Fiagros, o que alterou a composição de sua carteira de investimentos.
A mudança mais significativa na estratégia de Bacci foi a redução da participação dos fundos imobiliários de tijolo tradicionais, que agora representam menos de 70% de seu patrimônio. Esse ajuste não ocorreu por uma diminuição de compras, mas pelo crescimento de fundos de infraestrutura em situações especiais, que passaram a ocupar quase 30% de sua carteira.
O investidor destacou um descompasso entre o valor das cotas no mercado secundário e o desempenho real dos imóveis. Segundo ele, em diversos segmentos, os fundamentos seguem positivos, apresentando baixa vacância e reajustes de aluguel, enquanto os preços continuam pressionados pelo ambiente de juros elevados.
Bacci também defendeu a implementação de programas de recompra de cotas pelos gestores de fundos. Para ele, quando um fundo negocia de forma persistente abaixo do seu valor patrimonial, a administração deveria considerar a aquisição de cotas no mercado secundário.
O investidor classificou a medida como uma "obrigação moral" da gestão, indo além do argumento puramente econômico. Ele explicou que a recompra beneficiaria principalmente os cotistas que entraram no fundo durante emissões e que enfrentam períodos prolongados de desvalorização das cotas.
Retomada de negócios no mercado imobiliário
Outro ponto observado por Bacci foi a retomada de transações no mercado imobiliário tradicional, envolvendo imóveis comerciais, escritórios e galpões. Esse movimento de negócios parece ter ganhado força nos últimos três ou quatro meses.
De acordo com o relato do investidor, o aspecto mais relevante dessas operações é a forma de pagamento. Diferente de movimentações anteriores, as transações estão ocorrendo em dinheiro, sem a necessidade de troca de cotas ou compensação de créditos.
Bacci mencionou que o movimento de compra de ativos de fundos por investidores de fora do setor também foi identificado. Segundo ele, as negociações têm abrangido desde escritórios e galpões até shoppings, o que pode indicar uma melhora gradual na percepção sobre os ativos imobiliários.
