Copom divulga ata de decisão sobre juros e IPCA de julho é esperado nesta terça-feira (11)
Mercado aguarda novos detalhes sobre a Selic e divulgação do índice de inflação de julho, previsto para ficar próximo da estabilidade.
Por Redação Diário Local
O mercado financeiro acompanha, nesta terça-feira (11), a divulgação da ata da última reunião do Copom e os dados do IPCA referentes a julho. O documento do Banco Central deve detalhar os fundamentos da decisão de reduzir a taxa de juros para 14% ao ano, sinalizando possíveis próximos passos para a Selic.
Ainda nesta terça-feira (11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. A projeção do Bradesco indica que o indicador deve apresentar estabilidade em comparação ao mês anterior, com influência da queda nos preços de alimentos e do arrefecimento dos núcleos de inflação.
No setor corporativo, a agenda está concentrada na publicação de balanços referentes ao segundo trimestre. Estão previstos os resultados de companhias como B3, BTG Pactual, Cury, Direcional, Vitru e Cruzeiro do Sul.
Na esfera política, a CNT/MDA divulga uma pesquisa de opinião sobre o cenário eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem compromissos agendados para esta terça-feira (11), incluindo uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, às 9h, e com o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, às 15h.
No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou por 90 dias a isenção que permite a navios de bandeira estrangeira o transporte de petróleo e commodities entre portos americanos. A medida, contudo, impõe novos limites ao setor após pressões de construtores navais no Congresso.
A decisão ocorre em meio a incertezas no Estreito de Ormuz, que afetam o fluxo global de petróleo bruto. Trump também afirmou que exigirá indenizações do Irã por mortes e ferimentos ocorridos em confrontos, após o governo iraniano condicionar a reabertura de rotas marítimas ao fim de sanções e ameaças militares.
No comércio exterior, os Estados Unidos aceitaram o pedido de consulta do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). O objetivo é discutir as duas sobretaxas impostas pelo governo americano aos produtos brasileiros importados.
O que muda no mercado de energia?
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que deve ser assinado nos próximos dias o decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão, como residências e pequenas indústrias. A norma pode ser publicada ainda nesta semana ou na próxima.
Segundo o ministro, a medida pode gerar uma redução estimada entre 20% e 22% na conta de luz a partir de novembro de 2028. O cálculo, no entanto, não considera as parcelas fixas que compõem o balanço de custos da formação da tarifa final.
