B3 registra lucro recorrente de R$ 1,4 bilhão no 2º trimestre com alta de 8%
Resultado de R$ 1,4 bilhão veio em linha com as projeções do mercado; receita líquida da Bolsa subiu 8,8% no período.
Por Redação Diário Local
A B3 registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2026, um avanço de 8% em comparação ao mesmo período de 2025. O resultado, divulgado nesta terça-feira (11), ficou próximo às estimativas de mercado, que projetavam um montante de R$ 1,46 bilhão.
A receita líquida da companhia somou R$ 2,8 bilhões, o que representa uma alta de 8,8% na comparação anual. O valor superou a previsão do consenso de mercado, que estimava R$ 2,7 bilhões para o período.
No mesmo intervalo, as despesas da empresa totalizaram R$ 975,6 milhões, apresentando um aumento de 15,5% na base anual. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente foi de R$ 1,9 bilhão.
O segmento de renda variável registrou crescimento no volume médio diário negociado (ADTV), que atingiu R$ 31,3 bilhões. O índice representa uma alta de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
Dentro da categoria de renda variável, os BDRs apresentaram expansão de 42% nos volumes negociados. Já os fundos listados registraram um avanço de 74%, refletindo o aumento de interesse dos investidores por esses produtos.
O trimestre também marcou a retomada das ofertas públicas no mercado de capitais brasileiro, que somaram R$ 11,6 bilhões. O montante incluiu um IPO de R$ 3 bilhões, sendo o primeiro realizado em cinco anos, além de R$ 8,6 bilhões captados por meio de follow-ons.
Diversificação de receitas
As receitas recorrentes ganharam maior relevância no balanço da companhia. O setor de Soluções para Mercado de Capitais registrou alta de 26%, enquanto as Soluções Analíticas de Dados (Trillia) subiram 22%.
Outros segmentos apresentaram expansão: Renda Fixa e Crédito avançou 17%, e as áreas de Tecnologia e Plataformas cresceram 16%. Já as receitas pró-cíclicas, compostas por derivativos e renda variável, subiram 7,9%.
Na área de derivativos, a receita permaneceu praticamente estável, apesar de um cenário considerado desafiador para os volumes. A companhia atribuiu o resultado à recuperação observada em junho, o segundo melhor mês em volume dos últimos 12 meses, e à eficiência do modelo de tarifação.
