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Ciência

UEM tem 12 pesquisadores entre os 2% mais influentes do mundo, diz ranking de Stanford

Levantamento da Universidade Stanford e da Elsevier posiciona a instituição entre as 23 melhores universidades do país.

Por Redação Diário Local

Doze pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) figuram entre os 2% de cientistas mais influentes do mundo, segundo a edição de 2026 do ranking promovido pela Universidade Stanford e pela editora Elsevier. O levantamento, divulgado pela plataforma Topscinet, mediu o impacto de citações em trabalhos científicos publicados ao redor do globo durante o ano de 2025.

Com o resultado, a UEM consolidou a posição de instituição estadual com o maior número de pesquisadores mundialmente influentes no Paraná e na região Sul. Além disso, a universidade aparece entre as 23 melhores do país na classificação, que engloba também as instituições de ensino superior federais.

O número de docentes destacados é superior ao registrado no ano passado, quando 11 cientistas da UEM apareceram na lista referente a 2024. A reitora da instituição, Gisele Mendes, afirmou que a conquista reflete a excelência da formação e o comprometimento da comunidade acadêmica na geração de desenvolvimento por meio do ensino superior público.

Quem são os pesquisadores em destaque?

A lista dos doze docentes da UEM, ordenada pelo impacto mundial de citações em 2025, inclui Sidinei Magela Thomaz (Biologia Marinha e Hidrobiologia), Maurício Guimarães Araújo (Odontologia), Marcos Luciano Bruschi (Farmacologia e Farmácia), Valter Afonso Vieira (Administração) e Jesuí Vergílio Visentainer (Ciência de Alimentos). Completam o grupo Ângelo Antônio Agostinho (Biologia Marinha e Hidrobiologia), Rosângela Bergamasco (Engenharia Química), Haroldo Valentin Ribeiro (Física), Danielle Katharine Petsch (Biologia Marinha e Hidrobiologia), Edvani C. Muniz (Química), Marcelo Moreira Cavalcanti (Matemática) e Celso Vataru Nakamura (Farmácia).

No cenário das universidades estaduais do Paraná, a UEM é responsável por 48% das citações de impacto. As demais participações dividem-se entre a Universidade Estadual de Londrina (UEL), com 28% (7 pesquisadores), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com 12% (3 pesquisadores), a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), com 8% (2 pesquisadores) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), com 4% (1 pesquisador).

Como foi o impacto ao longo da carreira?

O levantamento também classificou cientistas considerando o acúmulo de citações ao longo de toda a trajetória profissional. Neste quesito, a UEM conta com oito pesquisadores, sendo que sete deles já integram a lista de maior impacto de 2025: Maurício Guimarães Araújo, Marcos Luciano Bruschi, Marcelo Moreira Cavalcanti, Edvani C. Muniz, Celso Vataru Nakamura, Sidinei Magela Thomaz e Jesuí Vergílio Visentainer. O pesquisador Benedito Prado Dias Filho (Microbiologia) também integra este grupo.

Marcos Luciano Bruschi, diretor de Pesquisa da Pró-reitoria de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação (PPG), destacou que o êxito é fruto de um trabalho coletivo. Segundo o docente, o resultado depende de uma rede que envolve alunos, networking internacional e o suporte de órgãos de fomento, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A estrutura de pesquisa da UEM conta ainda com o apoio da Fundação Araucária (FA) e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) do Governo do Paraná. Esses recursos mantêm equipamentos de grande porte e laboratórios que expandem o alcance das investigações científicas produzidas pela instituição.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.