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Economia

Brasil planeja emitir títulos na China para diversificar financiamento e atrair empresas

Governo pretende captar 10 bilhões de yuans para reduzir dependência do dólar e abrir caminho para empresas brasileiras no mercado chinês

Por Redação Diário Local

O Brasil planeja ingressar no mercado doméstico de títulos da China por meio da emissão de panda bonds. O objetivo é captar cerca de 10 bilhões de yuans, com uma emissão inaugural que pode ocorrer ainda este ano, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal.

A estratégia visa diversificar o financiamento do país, reduzir a dependência do dólar e estreitar os laços financeiros com a China. A movimentação busca criar uma referência para que empresas brasileiras também possam acessar essa nova fonte de recursos no mercado asiático.

Quem pode aproveitar o mercado chinês?

A expectativa do governo é que a emissão soberana abra caminho para companhias nacionais que possuem receitas ou operações relevantes na China. Entre as empresas citadas como potenciais interessadas estão a Vale, a WEG, a JBS e a Embraer.

Para essas companhias, o acesso ao mercado de panda bonds pode representar uma eficiência financeira pela diversificação de captação. O movimento acompanha a tendência de estreitar laços com a maior economia do BRICS, buscando alternativas de financiamento sem abandonar o uso do dólar.

No entanto, o mercado ainda é visto como restrito. Especialistas indicam que a adesão de grandes empresas não deve ocorrer de forma imediata, sendo voltada a um público específico que consiga aproveitar a eficiência de captar em moeda local em um mercado que tem se aberto gradualmente para o capital estrangeiro.

Desafios e barreções regulatórias

Apesar das oportunidades, o caminho para a emissão de títulos na China apresenta obstáculos. Empresas que buscam o mercado de panda bonds pela primeira vez enfrentam processos burocráticos que podem levar de cinco a seis meses para serem concluídos.

Além do tempo de tramitação, as exigências regulatórias da China são consideradas complexas. O mercado também possui características específicas, como volumes de operações muitas vezes menores e prazos de pagamento mais curtos em comparação a outros mercados internacionais.

Outro ponto de atenção é a exigência de qualidade de crédito. Investidores chineses tendem a privilegiar emissores com classificações de risco mais altas, o que pode limitar o acesso de empresas brasileiras com ratings de crédito mais baixos ou que enfrentam dificuldades de confiança no mercado de dívida em dólar.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.