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Economia

BTG Pactual lança fundo de agronegócio de R$ 10 bilhões com foco em reduzir risco de inadimplência

Nova estrutura do MegaFiagro prevê que o banco absorva eventuais atrasos nos recebíveis para proteger investidores.

Por Redação Diário Local

O BTG Pactual lançou um fundo de agronegócio de R$ 10 bilhões projetado para mitigar o risco de inadimplência. A estrutura utiliza um mecanismo de cotas subordinadas para absorver eventuais atrasos nos recebíveis que compõem a carteira do fundo.

O montante de R$ 10 bilhões consolida a operação como o maior fundo do setor agro brasileiro. O objetivo central da arquitetura financeira é oferecer maior segurança aos investidores por meio de um colchão de proteção contra inadimplência.

Na divisão da estrutura, o banco detém 1% do total do fundo por meio das chamadas cotas subordinadas. Essa parcela específica funciona como uma camada de proteção para o restante do capital investido.

Caso ocorram atrasos nos recebíveis que integram a composição do fundo, o impacto financeiro será absorvido primeiramente por essas cotas controladas pelo banco. Isso evita que o prejuízo atinja diretamente as cotas seniores ocupadas pelo mercado.

Com esse desenho, a instituição busca blindar o montante principal contra oscilações de pagamento no campo. A estratégia foca em manter a estabilidade dos retornos para os demais participantes da estrutura.

A configuração financeira permite que o BTG Pactual atue como o principal garantidor de first loss, ou seja, o primeiro a sofrer o impacto em caso de inadimplência. Essa medida é desenhada para reduzir a volatilidade do fundo agro.

A operação de R$ 10 bilhões destaca o movimento de expansão do crédito para o agronegócio através de veículos de investimento estruturados. O setor continua sendo um dos principais motores da captação de recursos no país.

O modelo de cotas subordinadas é uma ferramenta recorrente em fundos de crédito para alinhar os interesses do gestor aos dos investidores. No caso deste megafundo, a proteção é aplicada diretamente sobre o risco de recebíveis do setor agrícola.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.