Café capixaba é isento de tarifa de 25% dos EUA; setor de rochas tem proteção parcial
Governo dos Estados Unidos decidiu não aplicar sobretaxa de 25% para o café verde e industrializado brasileiro, beneficiando o Espírito Santo.
Por Davy Albuquerque
O governo dos Estados Unidos decidiu isentar os cafés produzidos no Espírito Santo e no Brasil de uma nova tarifa de 25%, que passaria a vigorar em 22 de julho. A medida protege tanto o café verde quanto produtos processados, a exemplo do café solúvel, garantindo competitividade ao setor.
A decisão é considerada uma vitória para a economia capixaba, visto que o estado é o maior produtor de café conilon do país. Associações do setor destacaram que a manutenção do mercado norte-americano depende do trabalho conjunto para defender o produto brasileiro.
Apesar do cenário favorável para o café, setores como o de rochas naturais enfrentam um cenário de incertezas. O segmento recebeu apenas proteção parcial, o que mantém riscos para a exportação de granitos e mármores, que podem ser alvo de sobretaxas.
O setor de rochas ainda aguarda o desfecho de investigações comerciais que podem resultar em tarifas adicionais de 12,5%. A vigilância sobre as políticas comerciais dos EUA é constante para evitar prejuízos às exportações do estado.
Contexto comercial e parcerias
Os Estados Unidos consolidaram-se como o principal parceiro comercial do Espírito Santo em 2025. O volume de compras do país pelo estado atingiu a marca de US$ 2,82 bilhões em diversos produtos.
A isenção atual beneficia diretamente o comércio de quartzitos e cafés. Entretanto, o cenário exige atenção, pois novas investigações comerciais ainda podem alterar as regras de importação para alguns itens brasileiros.
As entidades ligadas à produção de café reforçaram a importância de proteger o produto diante de possíveis mudanças na legislação americana. O objetivo é evitar que o aumento de custos na ponta final prejudique a demanda.
Para o setor de rochas, o desafio permanece no acompanhamento das movimentações regulatórias. A necessidade de manter a competitividade é a principal pauta das associações que buscam mitigar o impacto de eventuais tarifas extras.
