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Alimentação

Uso de canetas emagrecedoras altera hábitos de consumo em restaurantes, aponta pesquisa

Pesquisa da Galunion mostra que usuários de medicamentos à base de GLP-1 mudam escolhas de porções e tipos de alimentos ao comer fora.

Por Redação Diário Local

O uso de medicamentos à base de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, está transformando os hábitos de consumo em restaurantes no Brasil. De acordo com pesquisa da Galunion, realizada em abril de 2026, 91% das pessoas que utilizam ou já utilizaram esses medicamentos afirmam ter mudado o comportamento ao comer fora de casa.

O levantamento indica que o perfil de utilização da medicação varia conforme o grupo social. O índice de uso ou uso prévio é de 16% entre os consumidores brasileiros no geral, mas chega a 25% entre jovens de 18 a 24 anos e atinge 45% na Classe A.

As alterações no comportamento alimentar são diversas e focadas em redução e seleção. Segundo os dados, 51% dos usuários passaram a pedir porções menores ou comer menos, enquanto 50% relataram evitar alimentos com alto teor de gordura.

Como são as novas escolhas dos consumidores?

Além da redução de volume, há uma busca por composição nutricional específica. A pesquisa mostra que 41% dos usuários buscam opções de pratos mais leves, 40% evitam o consumo de doces e 35% declaram priorizar alimentos com maior teor de proteína.

Essa mudança de hábito impacta também o consumo de itens secundários nos estabelecimentos. Cerca de 33% dos consumidores que relataram alterações nos hábitos passaram a pedir menos itens adicionais, como entradas, sobremesas ou bebidas, categorias que influenciam a rentabilidade do setor.

Qual o impacto no setor de alimentação?

O mercado de alimentação fora do lar já apresenta movimentos de adaptação. Em estudo realizado com 62 marcas de franchising, em parceria com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), 53% das empresas informaram ter feito ajustes relacionados aos efeitos do GLP-1.

No aspecto financeiro, a Galunion estima que o impacto líquido do medicamento sobre o faturamento do setor de foodservice em 2026 pode variar entre uma retração de 1% e um efeito de quase zero. O cenário realista projetado pela consultoria é de uma queda de aproximadamente 0,5% no faturamento do segmento.

Especialistas apontam que o desafio para os restaurantes não é apenas oferecer volume, mas garantir qualidade em escolhas menores. O movimento pode acelerar tendências de cardápios com opções de pratos para compartilhar, sobremesas compactas e alternativas com mais fibras e proteínas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.