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Trabalhadores

Presidente da CUT afirma que trabalhadores vão expor senadores que votarem contra o fim da escala 6x1

Líder da entidade afirma que mobilizações ocorrerão para pressionar o Senado após aprovação da proposta na CCJ

Por Redação Diário Local

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre, afirmou que a entidade pretende expor e denunciar senadores que votarem contra o fim da escala 6x1. No combate à manutenção do regime de trabalho, o líder sindical defendeu que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o modelo seja votada no plenário do Senado ainda antes das eleições de outubro.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (4). Segundo Nobre, a classe trabalhadora será mobilizada para esclarecer por que a proposta não seguiu para votação no plenário do Senado imediatamente após a aprovação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A CCJ aprovou o texto da PEC no último martes-feira (2). De acordo com o presidente da CUT, o atraso na tramitação ocorreu devido à atuação de setores empresariais, que buscam adiar a decisão para um período após o pleito eleitoral.

Nobre afirmou que o objetivo dos empresários é influenciar parlamentares a não aprovarem a medida. "Eles querem empurrar a votação para depois das eleições de outubro por saber que tem senador e senadora que vão trair a classe trabalhadora", declarou o dirigente.

A central planeja intensificar a pressão sobre o Congresso por meio de mobilizações em redes sociais e atos de rua. A estratégia inclui panfletagem em pontos de grande concentração, com foco especial no setor de comércio, onde a escala 6x1 é considerada mais intensa.

Além das manifestações, a CUT pretende organizar caravanas pelos estados para levar informações sobre o andamento da proposta à população. O objetivo é garantir que os trabalhadores acompanhem o posicionamento de cada parlamentar diante da pauta.

A entidade também deve encaminhar, nos próximos dias, um pedido de audiência com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O encontro tem como pauta a discussão sobre a condução da sessão que decidirá o futuro da escala de trabalho no plenário.

A mobilização ocorre em um momento de embate sobre o modelo de jornada, que conta com o apoio de parte da população, conforme reivindicado pela entidade sindical durante as declarações deste sábado (5).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.