Centro do Rio lidera valorização de imóveis para aluguel e venda e supera Zona Sul
Região registrou a maior alta nos preços de locação da cidade, com valorização de 34,9% em 12 meses, segundo levantamento.
Por Redação Diário Local
O Centro do Rio de Janeiro registrou a maior valorização imobiliária da cidade nos últimos 12 meses, liderando os índices de aumento tanto para aluguel quanto para venda. De acordo com levantamento do Data Secovi, o bairro central apresentou uma alta de 34,9% nos preços de locação no período, superando bairros tradicionais da Zona Sul.
O desempenho no mercado de aluguéis do Centro superou o crescimento de áreas de alta procura, como Jardim Botânico (31,7%), Lagoa (26,1%) e Botafogo (21,9%). O protagonismo também se estendeu ao mercado de venda de imóveis, onde a região registrou alta de 6,9% nos preços.
No ranking de compra e venda, o Centro ficou à frente de outros bairros cariocas, como Laranjeiras (6,4%), Copacabana (5,9%), Flamengo (5,6%) e Leblon (5,2%). O movimento reflete um cenário de novos empreendimentos residenciais na região e o retorno do interesse de compradores e investidores pelo Centro.
Quais são os bairros mais caros para alugar no Rio?
Apesar de liderar o ritmo de valorização, o Centro ainda não ocupa o topo do ranking de preço absoluto do metro quadrado. O posto do m² mais caro para locação permanece com a Zona Sul, tendo o Leblon na primeira colocação, com o valor de R$ 129,10, seguido por Ipanema e Lagoa.
Dos dez bairros com os aluguéis mais caros da capital fluminense, oito pertencem à Zona Sul. A novidade do levantamento é a entrada do Centro na lista dos dez mais caros, ocupando a décima posição com o metro quadrado avaliado em R$ 58,15.
Por que os preços de locação estão subindo?
O aumento nos preços é reflexo de um mercado de locação pressionado pela queda na oferta. Entre 2023 e 2026, a disponibilidade de imóveis para aluguel tradicional no Rio de Janeiro recuou 31,8%.
Fatores como a expansão das locações por temporada e os juros elevados também influenciam o cenário. Os juros altos dificultam o financiamento da casa própria, o que mantém mais pessoas no mercado de aluguel e eleva a procura pelos imóveis disponíveis.
A tendência de alta é confirmada por dados do índice FipeZAP, que mostram uma pressão acumulada nos últimos três anos. Nesse intervalo, os aluguéis na cidade acumularam uma valorização de 38,09%, enquanto os preços de venda subiram 11,34%.
