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Transporte

Governo de São Paulo estuda concessão da Linha 10 e Linha 14 com operação da CPTM

Proposta prevê que empresa vencedora cuide de obras e manutenção, mas que a CPTM mantenha o comando operacional das linhas.

Por Redação Diário Local

O governo de São Paulo estuda um modelo de concessão para a Linha 10-Turquesa e para a futura Linha 14-Ônix que mantém a operação sob comando da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A proposta, em análise, prevê que a empresa vencedora do contrato de 30 anos assuma a manutenção e a realização de obras, mas sem o controle operacional das linhas.

As duas linhas integram o Lote ABC Guarulhos de Trens Urbanos. De acordo com o projeto, a expectativa é de que o edital de licitação seja lançado no primeiro semestre de 2027, após a conclusão de processos de audiências públicas.

O que muda com o novo modelo de concessão?

A estrutura de Parceria Público-Privada (PPP) estudada permitiria que as linhas recebessem aportes para atualizações de infraestrutura e garantissem a interoperabilidade com as Linhas 7, 8, 9, 11, 12 e 13 — que já foram concedidas à iniciativa privada. Atualmente, a Linha 10-Turquesa é a única do setor que não foi privatizada, sendo operada diretamente pelo estado por meio da CPTM.

A futura Linha 14-Ônix tem como objetivo atender a zona leste de São Paulo, conectando o município de Guarulhos aos municípios do Grande ABC. Já a Linha 10-Turquesa realiza a ligação entre a capital paulista e o ABC, sendo também parte do projeto do Trem Intercidades, que pretende conectar a região metropolitana ao litoral paulista.

A Linha 10-Turquesa também conta com a operação do Expresso ABC e dos serviços expressos turísticos Paranapiacaba e Mogi. O movimento de concessões no estado tem sido frequente, como ocorreu com as Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que passaram para a gestão da empresa Motiva.

Por que a CPTM pode retomar linhas concedidas?

Recentemente, a Secretaria de Parcerias e Investimentos alterou o período de transição em contratos de concessão, aumentando o prazo para um ano. Além disso, contratos assinados em 2024 e 2025 passaram a prever que a CPTM possa reassumir a operação de linhas caso seja necessário.

Essa medida foi aplicada nesta semana às Linhas 11-Coral, 12-Safera e 13-Jade. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a estatal retome a operação dessas linhas por até 90 dias, atuando em conjunto com a Trivia Trens após sucessivas falhas no serviço.

O governo paulista também incluiu cláusulas que permitem a rescisão contratual caso as empresas não cumpram as obrigações previstas. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que não hesitará em aplicar sanções ou retirar empresas de contratos caso os serviços apresentem descumprimentos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.