Taxa de condomínio no Centro do Rio sobe 11,8% e lidera alta entre bairros no último ano
Reajuste no Centro superou a inflação e os aumentos registrados em bairros da Zona Sul, segundo levantamento do Secovi-Rio.
Por Redação Diário Local
A taxa de condomínio residencial no Centro do Rio de Janeiro subiu 11,8% entre julho de 2025 e junho de 2026. O índice representa a maior alta registrada entre os bairros analisados pelo Secovi-Rio no período.
O reajuste no Centro ficou acima da inflação acumulada (IPCA) de 4,64% e superou os aumentos registrados em bairros da Zona Sul. No levantamento, que abrangeu 20 bairros, a taxa condominial subiu acima da inflação na maioria das áreas pesquisadas.
Depois do Centro, as maiores altas foram observadas no Jardim Botânico, com 9,3%, e em Botafogo, com 8,9%. Em contrapartida, os bairros de Campo Grande e Lagoa apresentaram aumentos de 4,2% e 3,3%, respectivamente, valores que ficaram abaixo do IPCA do período.
Por que os condomínios estão mais caros?
De acordo com o levantamento, a inadimplência é um fator recorrente que pressiona as contas. A falta de pagamento por parte de moradores exige gastos com ações de cobrança para evitar que o desequilíbrio financeiro seja repassado aos demais residentes.
Os custos com água também ganharam peso nos orçamentos. Em alguns condomínios, a despesa com o serviço, que antes representava entre 7% e 8% do orçamento, passou a ocupar até 45% do total das contas.
A segurança também é um dos pilares que justificam os reajustes. Os condomínios têm ampliado o efetivo nas portarias e investido em tecnologias para controle de acesso e proteção, custos que são incorporados à cota mensal.
Impacto no valor do aluguel
O peso da taxa de condomínio altera o custo total para quem busca imóveis para locação. Na Zona Norte, a despesa condominial pode chegar a representar 40,7% do valor do aluguel residencial.
No caso de imóveis comerciais, o impacto é ainda maior, com o condomínio correspondendo a 85,6% do custo total de ocupação do espaço.
