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Economia

Consumidores de Campo Grande trocam marcas e reduzem compras para conter gastos no supermercado

Alta nos preços de itens como carne, frutas e produtos de limpeza força moradores a pesquisar preços e mudar o cardápio.

Por Redação Diário Local

Consumidores de Campo Grande estão alterando hábitos de consumo para enfrentar o aumento de preços nos supermercados. A estratégia para equilibrar o orçamento envolve a troca de marcas, a redução de quantidades e a substituição de proteínas, como a carne bovina, por opções mais em conta.

O movimento de busca por economia reflete o custo de vida na capital sul-mato-grossense. Itens como frutas, pães, ovos e produtos de limpeza pesam no bolso, exigindo maior pesquisa de preços e comparação de embalagens antes da compra.

O que mudou no carrinho de compras?

A substituição de alimentos e marcas tornou-se uma prática comum. Na tentativa de manter o consumo de proteínas, alguns moradores relatam a troca da carne bovina por cortes de porco, fígado, moela ou peixe. O consumo de ovos também aparece como alternativa para variar as refeições sem elevar os custos.

Nos produtos de limpeza, a prioridade tem sido o preço. Muitos consumidores optam por marcas menos conhecidas em vez das habituais. No entanto, há o registro de que produtos mais baratos podem ter menor concentração, exigindo um volume maior para o mesmo resultado prático.

Além da troca de marcas, a seletividade tem aumentado. Consumidores afirmam comprar quantidades menores para evitar o desperdício de alimentos e garantir que os itens não estraguem na geladeira, priorizando o que é considerado essencial para o dia a dia.

Custo da cesta básica em Campo Grande

O cenário de preços é acompanhado por indicadores oficiais. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica em Campo Grande custou R$ 806,56 em setembro, o que representa uma alta de 0,18% em relação ao mês anterior.

Com esse valor, a capital sul-mato-grossense registrou a 9ª cesta básica mais cara do Brasil. No acumulado de dezembro de 2025 a setembro de 2026, a variação foi de 3,95%, enquanto no último ano a elevação foi de 3,32%.

Entre os itens que registraram as maiores altas em setembro foram o tomate, com subida de 19,40%, e a batata, com alta de 13,10%. O arroz agulhinha (4,77%), o óleo de soja (1,70%) e o pão francês (1,10%) também apresentaram elevação de preços.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.