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Economia

Preços de imóveis em São Paulo sobem em 80% dos bairros, com alta liderada por periferia

Levantamento aponta que regiões periféricas lideram a valorização, enquanto bairros de alto padrão registram queda no preço médio.

Por Redação Diário Local

O preço médio dos imóveis em São Paulo subiu em 95 dos 114 bairros analisados no terceiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025. O levantamento aponta que as regiões periféricas lideraram a valorização na capital paulista.

Segundo estudo da Loft, que analisou 1,8 milhão de anúncios de imóveis à venda, o aumento médio considerando todos os bairros da amostra foi de 4,3%. O movimento de alta foi impulsionado por localidades como Parelheiros, que registrou crescimento de 26,2%, sendo seguida por Grajaú (+25,6%), Capão Redondo (+24,9%) e Guaianases (+24,4%).

Na capital, o valor médio de um imóvel é de R$ 1,13 milhão, com área média de 121,8 m². O estudo considerou 5,3 milhões de anúncios realizados nos principais portais imobiliários para compilar os dados.

Por que os preços nos bairros nobres caíram?

Bairros de alto padrão registraram as maiores quedas no preço médio dos imóveis anunciados. Entre os destaques negativos estão o Jardim Paulistano (−17,4%), Vila Nova Conceição (−10,4%), Jardim Paulista (−7,7%), Itaim Bibi (−7,6%) e Morumbi (−7,6%).

A justificativa para esse recuo não é uma diminuição de preços direta, mas sim a redução da metragem média dos imóveis ofertados nessas áreas. Segundo a Loft, o valor do metro quadrado subiu em todos esses bairros no período.

Nas regiões periféricas, onde os preços são mais acessíveis, há maior espaço para valorização. Valores mais baixos em relação ao centro expandido podem facilitar o acesso ao crédito imobiliário e a programas habitacionais com incentivos governamentais, aquecendo a demanda.

Quais são os bairros mais caros e mais baratos?

O preço médio dos imóveis anunciados é mais alto no Alto de Pinheiros (R$ 4,2 milhões), Jardim Paulistano (R$ 4 milhões) e Jardim Europa (R$ 3,9 milhões). No ranking dos bairros mais caros, dez tiveram queda de preço, acompanhada de redução da área média, enquanto cinco ficaram mais caros, como o Alto da Lapa (+11,0%) e Higienópolis (+4,8%).

No extremo oposto, os imóveis mais baratos estão localizados em Cidade Tiradentes (R$ 178.730), José Bonifácio (R$ 224.530) e na região da Sé (R$ 280.833). No ranking dos bairros com menor custo, os 15 listados apresentaram alta de preço no período.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.